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REINALDO SILVA
O abraço simbólico ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Paranavaí traduziu as motivações dos manifestantes: contrariedade à reforma da Previdência e defesa da aposentadoria dos trabalhadores.
Na manhã de ontem, trabalhadores, estudantes e representantes sindicais se reuniram no centro da cidade para a versão local das mobilizações que se estenderam por todo o Brasil. 
Secretária de Finanças da APP-Sindicato de Paranavaí, Elvira Maria Isabel Jaroskevicz avalia que as mudanças previdenciárias propostas pelo Governo Federal afetam diretamente as pessoas mais pobres.
Ela opina que “o sistema de capitalização é um dos pontos mais agressivos para os trabalhadores”. Ao mesmo tempo, beneficia instituições financeiras, grandes empresários e ruralistas, “sem resolver os problemas do Brasil”. 
Presidente do Sindicato dos Bancários de Paranavaí, Wendrel Minare Vieira destaca que a capitalização como seguridade social teve efeitos negativos em outros países. 
Um dos exemplos citados por ele é o Chile. Segundo Vieira, o índice de suicídios entre idosos cresceu vertiginosamente no país latino-americano depois que o sistema de aposentadoria foi implantado. “Ficaram sem as mínimas condições de sobreviver.”
O líder sindicalista também chama a atenção para a disparidade da reforma em discussão. “Não tributa os lucros dos bancos e as grandes fortunas. 78% do impacto recaíra sobre os trabalhadores que ganham um salário mínimo.”
Ele garante que as entidades sindicais e os movimentos sociais contrários à reforma da previdência seguirão acompanhando o andamento do projeto no Congresso Nacional. Se considerarem necessário, farão novas manifestações.
OUTRAS PAUTAS – Estudantes do Instituto Federal do Paraná (IFPR) também participaram da mobilização de ontem. O grupo mantém a preocupação com os cortes anunciados pelo Governo Federal às instituições de ensino, por entender que sem recursos, não há como estudar.
Professores da rede estadual de ensino levantaram outra pauta, em defesa dos servidores públicos: pedem que o Governo Estadual cumpra a data-base e repasse os reajustes salariais atrasados para todo o funcionalismo. Existe a possibilidade de que toda a categoria entre em greve nas próximas semanas. 
AULAS NORMAIS – Apesar da participação de docentes de escolas estaduais, a maioria das escolas de Paranavaí não interrompeu as atividades e manteve a programação normal de aulas. Apenas algumas tiveram funcionamento parcial, segundo informações do Núcleo Regional de Educação.

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