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REINALDO SILVA
Três mulheres são vítimas de feminicídio por dia. Uma é estuprada a cada nove minutos. Uma registra agressão, sob a Lei Maria da Penha, a cada dois minutos. Os dados são referentes a 2018 e constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, documento que traça o mapa da violência em todo o território nacional.
A preocupação com o avanço da violência contra mulheres motivou a organização de uma série de atividades de conscientização em defesa da população feminina. Em Paranavaí, a programação terá início nesta quarta-feira (20) e se estenderá até 8 de dezembro. A promoção é de entidades que integram a rede de proteção às mulheres.
Às 9 horas, no Cras da Vila Operária, o grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos terá orientações sobre essa temática. 
Das 9 às 11 horas, no miniauditório da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), mesa coordenada para debater a cultura afro-brasileira e as mulheres negras. Das 21 horas às 21h30, no pátio central da Unespar, atividade cultural para marcar o Dia da Consciência Negra. As duas ações são do Centro de Educação em Direitos Humanos (CEDH).
Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) e coordenadora do Núcleo Maria da Penha (Numape), a professora Maria Inez Barboza Marques explicou que a partir de hoje Paranavaí terá 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres. 
A ideia surgiu em 1991, quando 23 feministas de diferentes países debatiam a violência contra mulheres. A iniciativa ganhou o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e se espalhou pelo mundo todo. 
Na maior parte dos países, são 16 dias de atividades voltadas para o combate à violência contra mulheres. No Brasil, a campanha ganhou mais cinco dias de duração para alertar sobre a violência contra mulheres negras. 

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