Política
Dom Mário Spaki afirmou que o bom político favorece o fim das desigualdades

“Peço a todos que têm responsabilidade política que não se esqueçam de duas coisas: a dignidade humana e o bem comum.” A declaração do papa Francisco abre a Cartilha de Orientação Política elaborada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), material distribuído ontem para lideranças de Paranavaí que se reuniram com o intuito de debater transparência, ética e consciência no processo eleitoral.

O evento foi organizado pela Diocese de Paranavaí em parceria com a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e contou com a participação de representantes de diferentes entidades.

Célia Zanatta disse que o movimento é formado por cidadãos apartidários
Fotos: Ivan Fuquini

Na ocasião, a presidente da OAB, Célia Zanatta, disse que o movimento é formado por cidadãos apartidários comprometidos com o bem da sociedade. Diferenciou política e politicagem: a primeira é praticada por quem coloca a dignidade acima de tudo; a outra, por quem busca o bem individual em detrimento do coletivo.

 

Ela também cobrou mais envolvimento do eleitor no cenário político e questionou: “Se recorda em quem votou na última eleição?”. Para aqueles que se lembram, direcionou a indagação sobre terem visto as promessas de campanha sendo cumpridas. Por fim, falou da necessidade de o período eleitoral ser marcado por ações limpas e transparentes.

Junior Freitas defendeu a liberdade de escolha e alertou sobre notícias falsas

O bispo diocesano de Paranavaí, dom Mário Spaki, enfatizou que é preciso defender a ética na política, com praticas efetivamente cidadãs e “nos conformes do Evangelho”. Na avaliação do líder religioso, “é possível que pessoas boas consigam fazer na política o bem que desejam”.

Dom Mário Spaki, que participou da elaboração da Cartilha de Orientação Política, disse que a fé, assim como a política, fortalece a esperança, a solidariedade e a boa convivência. E completou: “O bom político favorece a superação das desigualdades sociais”.

Renato Benvindo Frata, da Academia de Letras e Artes de Paranavaí (Alap), citou três características que devem ser comuns aos políticos e aos eleitores: honestidade, dignidade e decência. Os dois agentes, político e eleitor, não pensam em barganhar o voto, mas se preocupam com o bem comum. A avaliação é que a política essencialmente limpa e transparente transforma o município em um lugar melhor.

Para Renato Benvindo Frata políticos devem ter honestidade, dignidade e decência

O advogado Junior Freitas falou sobre legalidades e proibições. Informou que existem penalidades para quem vende e para quem compra o voto e estimulou os eleitores a pensarem: “Como vou votar em um candidato que não respeita meu direito de escolher o prefeito ou o vereador?”. Ele também chamou a atenção para os perigos de compartilhar notícias falsas e as repercussões negativas que a prática tem.

 

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