Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Grupo paranaense em vagem técnica aos Estados Unidos Foto: Faep

NO CAMPO

Produtor planeja replicar tecnologia utilizada nos Estados Unidos na pecuária e lavoura do Paraná

Produtores rurais paranaenses que fazem parte da viagem técnica pelos Estados Unidos planejam “importar” tecnologias para a pecuária de corte. Durante visita a Iowa State University, no Centro-Oeste do país norte-americano, o grupo conheceu detalhes do trabalho realizado pelo programa de extensão Iowa Beef Center, incluindo oportunidades que podem melhorar o manejo dos rebanhos.

Na ocasião, a diretora do programa, Aimee Lutz, explicou que as pesquisas se concentram em três áreas: nutrição e tecnologia no confinamento; genética e reprodução na cria; e manejo de pastagens. No primeiro ponto, os trabalhos envolvem o uso de câmeras térmicas e de monitoramento de casco, alimentadores autônomos e colares de cerca virtual, tecnologias que podem trazer ganhos em bem-estar animal, redução de mão de obra e manejo mais preciso de pastagens degradadas.

Na área de forragens, a pesquisadora Shelby Gruss apresentou o uso de sensoriamento remoto (satélites e drones) e brincos com GPS para estimar biomassa de pastagens, identificar composição de espécies e medir a utilização do pasto pelo gado. O objetivo é criar um método mais rápido e preciso que as réguas de pastejo tradicionais. Já a geneticista Randie Culbertson detalhou testes com brincos eletrônicos para monitorar cio, ruminação e comportamento animal.

Criador de vacas de cria em Terra Rica (PR), o pecuarista Nilson Tonzar tem interesse pelos brincos, para compilar mais informações sobre os seus animais. Atualmente, Tonzar, que é presidente do sindicato rural do município, apenas registra, manualmente, o número de vacas, bezerros e o sexo dos animais. “Os brincos permitem saber se a vaca entrou no cio sem precisar de ultrassom ou toque. Vai agilizar o manejo”, comenta.

Pascoal Pilotti, do Sindicato Rural de Loanda, está um passo à frente. O pecuarista monitora a pastagem com drones e mantém um histórico da área, principalmente com dados para adubação mais eficaz, semelhante ao que é aplicado nas pesquisas em Iowa. “Uso o drone para tudo, até para contar os animais. Quem cuida disso é meu filho, Vitor, que, inclusive, fez o curso do equipamento com o Sistema Faep”, conta.

Drone na lavoura

O drone também faz parte da rotina de Darci Smaniotto, presidente do Sindicato Rural de Dois Vizinhos. O agricultor utiliza o equipamento há três anos (um T100, o maior da categoria) para aplicações de fungicida, inseticida, herbicida e dessecação, com vantagem sobre o pulverizador convencional em terrenos irregulares. Isso porque basta mapear a área uma vez para que as aplicações seguintes sejam automáticas.

Na universidade norte-americana, Smaniotto teve interesse pelo software de gestão de dados e por uma aplicação de semeadura por drone. O produtor conta que, em agosto, inicia um projeto de agricultura de precisão. O objetivo é mapear a produtividade da colheitadeira para, posteriormente, indicar a quantidade ideal de semente e adubo para cada ponto da lavoura. Isso resultaria em mais produtividade, menor custo e um histórico da área para embasar decisões futuras.

Ainda na Iowa State University, no Departamento de Agronomia, o pesquisador Fernando Marcos, especialistas em milho e soja, apresentou o drone que permite aplicações direcionadas de fungicida apenas nas áreas que precisam, em vez de pulverizar a lavoura toda, com ganhos de sustentabilidade e redução de custos. O diferencial da tecnologia está no sistema de câmeras: em vez de fotos convencionais, o drone coleta dados de reflectância (luz refletida pela planta em diferentes canais), o que permite calcular a eficiência da fotossíntese e avaliar a saúde da biomassa. O processamento desses dados, que antes levava dias, hoje é feito em cerca de 40 minutos.

“Eu tinha uma restrição com a tecnologia e hoje vejo que é o caminho. Estou passando para o meu filho, que está cursando agronomia, para que busque uma formação diferente e mais atualizada a partir desse olhar para a tecnologia aplicada e adaptada para as nossas necessidades”, afirma a produtora rural e presidente do Sindicato Rural de Campo Largo, Marilis Kasprecki.

Fonte: Assessoria de imprensa/Faep

Compartilhe: