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Foto: Ivan Fuquini

REGIÃO

Produtores se reúnem para discutir os avanços no combate ao greening

Adapar estabelece meta de quatro anos para a erradicação da doença no estado através de novas medidas aprovadas em março

Produtores e representantes da defesa agropecuária do estado se reuniram, quarta-feira (2), em um pomar na área rural de Paranavaí, para discutir os avanços no combate ao greening na região Noroeste do Paraná. A doença é considerada atualmente um dos principais desafios da defesa sanitária vegetal e tem exigido mudanças na forma de manejo dos pomares de laranja.

O produtor Elton de Souza Pratinha acompanha os efeitos da doença e, segundo ele, o pomar possui cerca de 55 mil árvores e aproximadamente 29% da propriedade está afetada. Nesta primeira etapa de erradicação, 16 mil plantas devem ser cortadas.

Elton de Souza lamneta o prejuízo de R$ 3 milhões causado pelo greening Foto: Ivan Fuquini

Além da perda de produtividade, o greening representa um impacto financeiro significativo. “Nessas 16 mil árvores, tem um impacto de 1 milhão e meio mais ou menos, somando todo o processo, dá um impacto de três milhões, para plantar e replantar. Então realmente é um dano econômico gigantesco”, lamentou Elton.

Diferença entre a fruta contaminada e a sem contaminação Foto: Ivan Fuquini

Estratégia no Paraná

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) mudou a forma de atuação contra o greening. Renato Blood, diretor de Defesa Agropecuária da agência, relata que o avanço da doença, especialmente a partir de 2021 e 2022, mostrou que as medidas adotadas anteriormente não eram suficientes.

Adapar adotou novas medidas no combate ao greening no estado Foto: Ivan Fuquini

Em março deste ano, o Paraná regulamentou novas medidas para o combate à doença. A meta é que, dentro de quatro anos, não haja mais plantas doentes no Estado. “Como regra geral hoje, toda planta sintomática com menos de oito anos ou com mais de quinze anos devem ser erradicadas imediatamente”, explica Blood.

De acordo com Paulo Pratinha, presidente da Sucos BR, a erradicação das plantas sintomáticas é um dos diferenciais do estado em relação a outras regiões produtoras. “O fato de existir uma erradicação das plantas sintomáticas difere dos outros estados da federação e tem se mostrado uma forma positiva de se manter pomares sadios, mesmo com o crescimento da doença.”

Paulo pratinha defende a erradicação das plantas contaminadas para acabar com o greening Foto: Ivan Fuquini

A estratégia, segundo Pratinha, permite reduzir gradualmente a fonte de inóculo e manter os pomares produtivos. O controle não ocorre de forma imediata, mas depende da continuidade das ações ao longo dos anos.

Fonte: Matheus Costa - Da Redação

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