Região
REINALDO SILVA
Com mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes, proporcionalmente, Inajá chega ao estado de epidemia de dengue. De acordo com o boletim semanal divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o município do Noroeste do Paraná soma 12 confirmações desde 28 de julho até 29 de setembro deste ano. 
É o primeiro quadro epidêmico da região, mas outros municípios já se encontram em situação de alerta: proporcionalmente, Santa Isabel do Ivaí alcançou índice de 197,61 casos para 100 mil habitantes e São Carlos do Ivaí, 160,96. Totalizam, respectivamente, 17 e 11 confirmações da doença.
Considerando o mesmo período, de julho a setembro, também têm casos de dengue: Alto Paraná (três), Amaporã (três), Cruzeiro do Sul (um), Guairaçá (três), Loanda (sete), Marilena (um), Nova Aliança do Ivaí (um), Paraíso do Norte (um), Paranavaí (37), Querência do Norte (um), Santa Mônica (um) e Terra Rica (dois).
De acordo com a Sesa, o Noroeste do Paraná apresenta condições climáticas de alto risco, ou seja, tem características propícias para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue: temperaturas altas e possibilidade de chuvas frequentes, principalmente com a chegada da primavera e a proximidade do verão.
Além do vírus da dengue, o Aedes aegypti é responsável pela transmissão de zika, sem casos positivos no Paraná, e chikungunya, com três confirmações (uma em Araucária, uma em Foz do Iguaçu e outra em Maringá). O mosquito também transmite febre amarela.
LIXO – Somados às condições climáticas, os maus hábitos da população são decisivos para que o mosquito acelere e complete o ciclo reprodutivo. Entram nessa lista o descarte irregular de lixo, a falta de limpeza de quintais e fundos de loja e outras situações que resultem no acúmulo de água em objetos e recipientes.

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