Região

Nesta semana os governadores Carlos Massa Ratinho Junior (Paraná) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul) formalizaram durante cerimônia em Campo Grande (MS) um pedido conjunto ao Ministério da Infraestrutura para a realização dos Estudos de Viabilidade Técnico-operacional, Econômico-financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA) da construção de uma ponte sobre o Rio Paraná ligando os dois estados. Na prática, um passo decisivo para a interligação asfáltica do território paranaense a partir do Porto São José ao Mato grosso do Sul até a cidade de Taquarussu. Lideranças paranavaienses destacam a importância da conquista.

Integrantes da Sociedade Civil Organizada de Paranavaí e região, os ruralistas Ivo Pierin e Demerval Silvestre e o advogado Edilson Avelar estiveram na redação do Diário do Noroeste. Eles destacaram que o EVTEA é decisivo para os próximos passos. Com as assinaturas dos governadores, cabe às autoridades e lideranças a viabilização de recursos para a realização do EVTEA e realização das obras. O prazo para conclusão dos estudos é de 6 a 12 meses.

Pierin lembra que este momento é decisivo, já que o Paraná prepara a renovação das concessões das rodovias. Ele complementa que o principal objetivo é reduzir custos de transporte dos produtos agrícolas, reduzindo a distância até o Porto de Paraná. Por outro lado, também o porto ganha em movimentação e importância.

O advogado Edilson Avelar lembra que o passo atual é uma conquista após sete anos de luta pela viabilização da chamada Rodovia do Agronegócio.

Silvestre cita também as parcerias com entidades representativas, dentre as quais a Fiep, a Faciap, Fetranspar e cocamar. Ele lembra ainda que recebeu avaliação positiva por parte do presidente Jari Bolsonaro quando o chefe do Executivo visitou o Mato Grosso do Sul.

Governadores na assinatura do pedido conjunto

GOVERNADORES – O governador paranaense, Ratinho Junior, explicou durante sua reunião em MS que a ponte daria continuidade à BR-376, promovendo mais um corredor logístico, desta vez rodoviário, com o Mato Grosso do Sul. “Evitaria que os caminhoneiros dessem uma grande volta, diminuiria custos e facilitaria o acesso ao Porto de Paranaguá”, afirmou o governador. “A ideia é que possamos unir as duas bancadas de deputados federais em torno do projeto e sensibilizar o Ministério da Infraestrutura”, completou.

Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul, destacou que os estados precisam deste estudo técnico para começar a viabilizar a obra. Segundo ele, a construção da ponte terá um impacto muito significativo para o setor produtivo brasileiro. “É fundamental. Não podemos tratar o Rio Paraná como o fim da linha, mas sim como a interlocução entre esses estados tão importantes e que tanto têm ajudado o País”, ressaltou.

CORREDOR OESTE – Paraná e Mato Grosso do Sul também deram mais um passo para a implantação do Corredor Oeste de Exportação, um novo ramal ferroviário que vai ligar a cidade de Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, ampliando a malha operada hoje pela Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A). Nesta quarta-feira (19), o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, assinaram um acordo de cooperação técnica para trabalhar de forma articulada no projeto da nova ferrovia.

No encontro, em Campo Grande, também foi firmado o contrato com a empresa TPF Engenharia para execução dos Estudos de Viabilidade Técnico-operacional, Econômico-Financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA), que deve ser concluído em, no máximo, um ano. Até setembro, o Governo do Estado também assinará a contratação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), documentos necessários para a execução do projeto.

A previsão é que a nova malha ferroviária tenha uma extensão de até 1.371 quilômetros. O projeto inclui a construção de uma nova ferrovia entre Maracaju (MS) e Cascavel (Oeste do Paraná), a revitalização do atual trecho ferroviário operado pela Ferroeste, entre Cascavel a Guarapuava; a construção de um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá e de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

CONCESSÃO – A proposta é abrir a concessão do projeto para a iniciativa privada. Em junho, a Ferroeste foi qualificada para integrar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, atendendo a um pedido feito pelo Governo do Estado. Com a inclusão no PPI, a União vai ajudar o Paraná com apoio técnico regulatório necessário em diversas áreas, da modelagem e meio ambiente à atração de investidores.

“O Governo Federal trabalha de mãos dadas com os dois estados para o avanço deste projeto. Precisamos expandir a matriz ferroviária para tornar o Brasil mais competitivo”, afirmou a secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos, Marta Seillier.

A expectativa é colocar a Ferroeste em leilão na Bolsa de Valores (B3) até novembro de 2021, já com o EVTEA e o EIA/RIMA concluídos. O modelo de concessão (total ou parcial) está sendo discutido pelo grupo de trabalho que elabora o Plano Estadual Ferroviário do Paraná, instituído no mês passado pelo governador Ratinho Junior. “Precisamos de um estudo técnico extremamente competente para trazer os grandes players para a disputa”, destacou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

PRESENÇAS – Participaram do ato, de Campo Grande, o coordenador do plano ferroviário do Paraná, Luiz Fagundes; de Curitiba, por videoconferência, o vice-governador Darci Piana; os secretários Guto Silva (Casa Civil), Valdemar Bernardo Jorge (Planejamento e Projetos Estruturantes); o diretor de desenvolvimento da TPF, André Assunção; e de Brasília, também por videoconferência, o secretário de Parcerias em Transportes do Governo Federal, Thiago Costa Monteiro Caldeira; e o assessor especial do Ministério da Infraestrutura, Marcos Kléber Ribeiro Felix.

(com informações da AEN)

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