Região
REINALDO SILVA
O Noroeste do Paraná soma 966 casos positivos de dengue. É o que aponta o boletim semanal divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), atualizado na tarde de ontem. O acréscimo é de 118 confirmações em relação à terça-feira da semana passada. 
Anteriormente, seis municípios da região estavam em situação de epidemia: Amaporã, Cruzeiro do Sul, Loanda, Nova Londrina, Paranapoema e Porto Rico. A adição de novos números colocou mais duas cidades nessa classificação, Santa Isabel do Ivaí e São Carlos do Ivaí. 
Em Paranavaí, onde a Administração Municipal informou que o quadro poderia ser considerado de epidemia. Os índices estão abaixo do limite para a classificação, mesmo assim, a última atualização apontava para 169 casos positivos e 134 em análise laboratorial.
Em todo o Paraná, são 12.055 casos positivos da doença, 2.079 a mais do que informava o boletim da semana passada. Ao todo, o estado tem 17 mortes, sendo sete na região de Londrina, quatro na região de Cascavel, três na região de Paranavaí, duas na região de Maringá e uma na região de Foz do Iguaçu. 
O crescimento no número de casos durante esse período de dias frios é preocupante. É que as condições mais favoráveis para a reprodução do mosquito transmissor da dengue são encontradas principalmente no verão. Significa que, mesmo com temperaturas mais baixas, o inseto tem descoberto maneiras para a proliferação.
O descarte irregular de lixo e a falta de limpeza adequada dos quintais são alguns fatores que contribuem para que o Aedes aegypti conclua o ciclo reprodutivo. A água acumulada em objetos e reservatórios permite que os ovos depositados pelo inseto anteriormente eclodam, aumentando a população de mosquitos.

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