Alto Paraná
Ricardo Paiva 
A pedido do Ministério Público a juíza da Comarca de Alto Paraná, Rita Lucimeire Machado Prestes, determinou durante a última sexta-feira (02) o afastamento imediato do prefeito Altamiro Pereira Santana (Miro). O MP aponta que gestor responde a mais sete processos públicos e que sua permanência na Prefeitura poderia obstruir as investigações. 
O afastamento trata-se de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa com pedido de liminar cautelar de indisponibilidade de bens e afastamento cautelar do cargo. A ação também se estende ao ex-chefe de gabinete Fabiano dos Santos. 
O MP alega a necessidade de apurar a prática de atos de improbidade em virtude da realização de despesas públicas sem o prévio empenho e o respectivo pagamento nos anos de 2017 a 2019    
Miro tinha sido reintegrado ao cargo na manhã da última quarta-feira (01), quando anunciou algumas medidas. Entre elas a nomeação de um novo secretariado, ao todo 10 pessoas. Com o afastamento por suspeitas de crime de improbidade administrativa, assume a Prefeitura o vice-prefeito Claudemir Jóia Pereira (Palito), que deve anunciar nomes diferentes para compor a sua equipe de trabalho.
O MP também pediu o bloquei de bens do gestor afastado e do ex-chefe de gabinete no valor de R$ 369.152,28, a fim de assegurar futuro ressarcimento do dano ao erário público, estimado em R$123.050,76, além do pagamento da multa civil de duas vezes o valor do dano, equivalente a R$246.101,52.    

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