Saúde

O número de mortes por Covid-19 no Brasil pode crescer muito. A avaliação é da infectologista da Santa Casa de Paranavaí, Gislaine Erédia, que destaca: “A curva é lenta, mas ascendente”. Ela explica que há cidades brasileiras que ainda não registraram sequer um caso de Covid-19, ou seja, a possibilidade de expansão existe e é grande.

Até a tarde de ontem, o Ministério da Saúde calculava 101.752 óbitos provocados pela doença e mais de 3 milhões de casos em todo o país. Em algumas regiões, a situação é de estabilidade. Nos estados onde a circulação viral começou mais tarde, a tendência é que os indicadores continuem crescendo, como é o caso de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Tendo como base os registros feitos até agora, as perspectivas para os municípios do Noroeste do Paraná também não são animadoras. Chefe regional de Vigilância Epidemiológica, Samira Silva afirma que “a incidência [de casos] está aumentado a cada semana. Não dá para ficar confortável com a situação”.

Suporte de UTI é uma das necessidades diante de casos graves da doença

Ela avalia que um dos fatores que contribui para o cenário é o relaxamento da população quanto às medidas de segurança para evitar a transmissão do coronavírus. “Estamos vendo mais aglomerações, festas em família, pessoas saindo mais de casa”, diz. Na opinião de Samira Silva, o longo tempo de isolamento social deixou “todos cansados de ficar em casa”.

Os números confirmam a preocupação da infectologista da Santa Casa e da chefe regional de Vigilância Epidemiológica. Para se ter uma ideia, basta analisar a incidência. Os dados são referentes a novos registros, ou seja, não são acumulados.

Entre 12 e 18 de julho, foram 27,8 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. De 19 a 25 de julho, 31,4. Do dia 26 de julho a 1º de agosto, 35,4. E entre os dias 2 e 8 de agosto foram 37,2 confirmações para cada grupo de 100 mil habitantes.

Em relação à taxa de ocupação de leito, Samira Silva relembra que a Santa Casa já chegou a ter pouquíssimos pacientes ocupando a Ala Covid-19. A partir de 5 de julho, a realidade mudou e os índices começaram a crescer, alcançando, inclusive, 90% de vagas da UTI.

De acordo com Gislaine Erédia, na tarde de ontem, seis pacientes ocupavam os leitos hospitalares, sendo cinco na UTI e um na Enfermaria.

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