Paranavaí
REINALDO SILVA
A superlotação na Santa Casa de Paranavaí se tornou frequente. O Pronto Socorro do hospital, destinado ao atendimento de pacientes em situações de urgência e emergência, serve como ala de internamento para casos graves que deveriam ser encaminhados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A situação é resultado da falta de leitos e da demanda excessiva. 
De acordo com a enfermeira-chefe da UTI, Marily Vasconcelos Gomes, a equipe da Santa Casa precisa aumentar os esforços para prestar os atendimentos de maneira adequada. As condições de trabalho, no entanto, nem sempre são ideais. Na avaliação dela, seria necessário disponibilizar mais leitos e ampliar o quadro de funcionários.
Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) são encaminhados por prefeituras de toda a região, já que a Santa Casa de Paranavaí é referência de média complexidade. Antes, quando havia superlotação, as pessoas eram encaminhadas para outras cidades, por exemplo, Colorado, Cianorte e Umuarama. Agora, isso não é mais possível.
Para se ter uma ideia, as alas masculina e feminina estavam totalmente ocupadas na tarde de ontem. Além disso, sete pacientes estavam internados no Pronto Socorro enquanto aguardavam vagas para a UTI, dois deles respiravam com ajuda de aparelhos. O diretor-geral da Santa Casa, Héracles Alencar Arrais, afirmou que esse quadro tem se repetido há pelo menos 60 dias.
Declarou: “Está difícil. Não há vagas, mas há pacientes”. De acordo com ele, muitos não precisariam ser atendidos na Santa Casa. Uma triagem mais completa no município de origem seria suficiente para identificar o problema e evitar encaminhamento desnecessário para o hospital de Paranavaí. Nesse sentido, o pedido é para que haja compreensão dos profissionais de saúde e dos gestores de toda a região.
Na tarde de ontem, enquanto conversava com a equipe de reportagem do Diário do Noroeste, Arrais recebeu ligação de uma prefeitura da região. Tratava-se do pedido de liberação de um leito para paciente com problema ortopédico. Segundo o diretor-executivo da Santa Casa, a situação se repete diariamente, nos mais diferentes horários do dia e da noite.
UNIDADE MORUMBI – Arrais explicou que o funcionamento da nova unidade da Santa Casa, no Jardim Morumbi, garantirá solução para grande parte dos problemas com a falta de leitos. Depois de meses de espera, o dinheiro para a compra de equipamentos, cerca de R$ 20 milhões, foi liberado pelo Governo do Estado em outubro. Com os recursos em caixa, a Santa Casa iniciou o processo de aquisição.
A expectativa é que o hospital comece a operar até a metade de 2020. A Unidade Morumbi será exclusiva para atender pacientes do SUS e disponibilizará 108 leitos. 

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