Paranavaí

O ano de 2020 está apenas no início e mais de 730 pessoas já foram atendidas com suspeita de dengue nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas e na Casa da Dengue montada na UBS Central.
“Em todo o mês de dezembro de 2019, foram realizados 856 notificações de suspeita de dengue nos postos de saúde e na UPA e mais 672 na Casa da Dengue – um total de 1.528 pessoas com suspeita da doença. Agora em janeiro, apenas nos oito primeiros dias do ano, já são 734 notificações (338 nos postos de saúde e na UPA e outros 396 na Casa da Dengue). É quase metade dos casos em todo o mês de dezembro. Estamos muito preocupados com a quantidade de pessoas procurando por atendimento com sintomas de dengue”, destaca a coordenadora da Vigilância em Saúde de Paranavaí, Keila Stelato.
Os números são realmente assustadores. Até o dia 25 de dezembro de 2019, mais de 3.500 pessoas foram notificadas com suspeita de dengue na cidade e o número de casos positivos já era próximo de 1.300. O número de notificações já era 445% maior do que em 2018, quando foram notificados 642 casos suspeitos na cidade.
Além disso, no período de 27 de dezembro de 2019 até 6 de janeiro de 2020, todas as Unidades Básicas de Saúde do município ficaram fechadas em período de recesso. Todo o atendimento de casos de dengue se concentrou na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas, que é uma unidade de atendimento para casos específicos de urgência de emergência. Neste período, foram realizados 3.339 atendimentos. Destes, 390 pacientes foram diagnosticados com CID (Classificação Internacional de Doenças) de dengue.
“A população precisa ter em mente que em 2019 nós estramos em epidemia no final do mês de maio. Depois, tivemos um período de dormência da proliferação do mosquito por conta das baixas temperaturas do inverno. Mas agora, estamos enfrentando um verão muito quente e com muitas chuvas. Se a comunidade não colaborar, verificando os quintais e eliminando os recipientes que possam acumular água parada, agora em 2020 vamos ter uma epidemia muito mais cedo. Dengue não é brincadeira; não é algo que dá para cuidar uma semana e depois deixar de lado. Não tivemos nenhum caso de óbito no ano passado, mas a dengue pode matar, e não queremos repetir aquela situação crítica que tivemos na última epidemia em Paranavaí”, reforçou Keila.

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