Saúde

As palestras chamam a atenção e atualizam informações para que mais profissionais possam ser disseminadores da prática, que é recomendada por todas as organizações nacionais e internacionais
Para marcar o Agosto Dourado, dedicado a intensificar as ações de apoio ao aleitamento materno, a Secretaria da Saúde do Paraná realiza, desde o início do mês, ciclos de videoconferências abrangendo profissionais que atuam na área em todas as regiões do Estado.

As palestras chamam a atenção e atualizam informações para que mais profissionais possam ser disseminadores da prática, que é recomendada por todas as organizações nacionais e internacionais de saúde materno-infantil.

“O aleitamento materno é prioridade na saúde. A Secretaria da Saúde desenvolve estratégias importantes para a promoção da amamentação e, mesmo durante a pandemia, a prática continua sendo incentivada e recomendada”, diz o secretário da Saúde, Beto Preto.

“A Secretaria acompanha a indicação do Ministério da Saúde sobre a amamentação desde as primeiras horas de vida do bebê e até dois anos ou mais. Nos primeiros seis meses, a criança que recebe o leite materno não precisa de nenhum outro alimento”, informa a diretora da Divisão de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

PALESTRAS – Um dos ciclos, organizado pela Divisão da Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria da Saúde, apresenta nesta segunda-feira (31) a última palestra do Agosto Dourado. Começa às 9h30 e será transmitida pelo canal youtube.

Outro ciclo de palestras online, promovido pela 8ª Regional de Saúde, de Francisco Beltrão, e equipe Amamenta Sudoeste, realiza o evento de encerramento nesta sexta-feira (28), às 12h. Será um encontro com 15 profissionais palestrantes, que responderão dúvidas dos participantes. Os conteúdos apresentados nos ciclos de palestras estão disponibilizados no canal youtube da Secretaria da Saúde e Amamenta Sudoeste.

ESTRATÉGIAS – O Paraná apoia várias estratégias que incentivam o aleitamento materno. Entre elas, a certificação dos hospitais Amigos da Criança, que são instituições onde as mães recebem todas as informações sobre a amamentação. No Paraná 21 hospitais possuem o selo.

O Estado participa, ainda, da estratégia Amamenta e Alimenta Brasil formando profissionais da Atenção Básica para orientação sobre o aleitamento materno. Participa também da Estratégia Mulher Trabalhadora que Amamenta, que orienta sobre a importância da amamentação nas empresas.

Os bancos de leite humano também incentivam o recebimento do alimento pelos bebês que não podem ser alimentados pelas mães. O Paraná tem 13 bancos de leite e 18 postos de coleta atendendo todas as regiões do Estado.

CANGURU – Entre os vários temas abordados nas videoconferências está a aplicação do Método Canguru, que consiste no contato contínuo pele a pele entre a mãe e o recém-nascido de baixo peso e prematuros, facilitando a amamentação.

A Divisão da Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria da Saúde orienta os profissionais da área para conversarem com as mães sobre este método, que amplia a relação de afetividade e vínculo. “São inúmeros benefícios neste contato, mas as primeiras explicações para a adoção do método devem partir de um profissional, pois existem posturas corretas para que o método seja efetivo”, destaca a chefe da divisão, Jéssica Dinardi. “Esta é apenas uma, entre as várias formas de incentivo ao aleitamento”, complementa.

LEITE MATERNO – O leite materno contém os elementos essenciais e biologicamente adequados para o metabolismo do bebê. A amamentação pode prevenir que a criança tenha diarreia e pneumonia, duas grandes causas de morte infantil.

Também reflete na melhoria das condições de saúde física e mental da criança, prolongando este benefício até a idade adulta. A mãe que amamenta também reduz as possibilidades de desenvolver câncer de mama e de ovário.

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