Região

A partir de 2020, a dinâmica de atendimentos médicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios do Noroeste do Paraná passará por mudanças. Os serviços de urgência e materno-infantis ficarão concentrados nos hospitais de Loanda, Nova Londrina, Terra Rica, Paraíso do Norte e Paranavaí.
Atualmente, os municípios de pequeno porte mantêm contratos com hospitais privados. Arcam com altos custos para garantir os atendimentos médicos, mesmo quando a demanda é menor do que a prevista. Com a microrregionalização, haverá economia e maior resolutividade.
Os valores a serem repassados mensalmente para os hospitais de referência serão divididos entre todas as prefeituras da Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (Amunpar) e as contratações das equipes médicas será de responsabilidade do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS).
A presidente do Conselho Regional dos Secretários Municipais de Saúde (Cresems), Andréia Vilar, afirmou que serão feitos levantamentos de gastos e do número de atendimentos nas duas áreas a serem contempladas pela microrregionalização.  Assim, será possível definir os valores de investimentos para concretizar a mudança.
Ela informou que o assunto vem sendo debatido há tempos, com o respaldo dos prefeitos e secretários municipais de Saúde de toda a Amunpar. A próxima reunião para tratar sobre a microrregionalização, prevista para 15 de janeiro de 2020, terá como principal objetivo definir os últimos detalhes.
A expectativa, disse a presidente do Cresems e secretária municipal de Saúde de Paranavaí, é iniciar a centralização dos atendimentos de urgência e materno-infantis em fevereiro do ano que vem, em uma das unidades de referência. Os demais hospitais-polo passarão a atender nesse formato gradativamente.
MAIOR RESOLUTIVIDADE – De acordo com Andréia Vilar, a microrregionalização proporcionará maior resolutividade aos atendimentos de saúde em todo o Noroeste do Paraná. Com a prestação de serviços nessas unidades hospitalares, a quantidade de pacientes encaminhados à Santa Casa de Paranavaí será menor, amenizando o constante problema da falta de leitos.
O início do funcionamento da Unidade Morumbi, previsto para meados de 2020, também contribuirá para acelerar os atendimentos médicos. É que com os 109 leitos a serem disponibilizados, haverá mais vagas para internamento. Além disso, serão realizadas 400 cirurgias eletivas por mês – atualmente são 150. “O tempo de espera será menor e a resolutividade maior”, disse a presidente do Cresems.

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