Paranavaí

REINALDO SILVA
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O aumento no número
de casos de dengue em Paranavaí deixa o município em situação de risco iminente de epidemia da doença.
O apontamento foi feito pela 14ª Regional de Saúde, com base em informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). De 28 de julho a 7 de dezembro, foram 154 confirmações.
A atualização anterior dos números de dengue feita pela Sesa contabilizava 50 casos positivos em Paranavaí. Conforme informações da Regional de Saúde, a quantidade cresce de maneira preocupante a cada semana, o que aumenta as chances de haver casos graves da doença.
O cenário é ainda mais perigoso em Inajá e Santa Isabel do Ivaí, onde já existe epidemia.
De acordo com a Sesa, a quantidade de casos positivos da doença é, respectivamente, 326 e 257. Considerando todos os municípios do Noroeste do Paraná, são 860 confirmações de dengue.
Uma equipe técnica da Regional de Saúde esteve, na terça-feira (10), em Santa Isabel do Ivaí, e participou de reunião em que o objetivo era debater o problema e buscar maneiras de solucioná-lo. Quase 100 lideranças da comunidade e empresários foram convidados para o evento. Aproximadamente 30 compareceram. A ausência demonstrou a falta de interesse da sociedade quando o assunto é combate à dengue. Na avaliação da Regional de Saúde, há, sim, falhas nas ações do poder público, mas o descaso da população tem sido cada vez maior. Por isso, a sugestão feita aos gestores de Santa Isabel do Ivaí foi promover uma mobilização social, com distribuição de sacos de lixo para todos os moradores, com o intuito de retirem dos quintais todos os objetos e recipientes que possam acumular água. Depois, deverão depositar em frente de casa, para a coleta.

DESCARTE DE LIXO
Em relato feito durante a reunião de terça-feira, um servidor municipal de Santa Isabel do Ivaí
filmou o momento em que o lixo era coletado em um bairro da cidade. Segundos depois da retirada de entulhos e outros resíduos, uma moradora fez o descarte de outros materiais no
mesmo local.
O episódio não é isolado. Repete-se diariamente. Na maior parte dos municípios.
Em terrenos baldios, fundos de vale, margens de vias públicas em bairros mais afastados. A
população tem grande parcela de culpa, segundo apontamentoda Regional de Saúde.

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