Cotidiano
REINALDO SILVA
Com 116 e 143 casos positivos de dengue, Inajá e Santa Isabel do Ivaí, respectivamente, seguem em situação de epidemia. Os números são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e estão há três semanas sem atualização. De acordo com informações da 14ª Regional de Saúde, a quantidade de confirmações da doença aumentou expressivamente desde então. 
A situação preocupante motivou reuniões de uma equipe da Regional de Saúde com prefeitos e secretários municipais de Inajá e Santa Isabel do Ivaí, na semana passada. O objetivo foi apontar os principais problemas enfrentados pelos gestores das duas cidades e tentar encontrar soluções.
Em ambos os casos, da mesma maneira que nos demais municípios da região, o combate à dengue requer do poder público fiscalização intensa e punição àqueles que não fizerem o descarte correto de resíduos ou não mantiverem a limpeza adequada de quintais e terrenos baldios. 
Pensando nisso, a 14ª Regional de Saúde recorrerá ao Ministério Público, para que cobre dos gestores municipais a aplicação das leis. Por enquanto, a postura na maioria dos casos é de complacência para com os moradores que não cumprem as determinações descritas na legislação.
Ao mesmo tempo, é fundamental investir em ações de conscientização voltadas para a sociedade. Hábitos como o descarte de lixo de maneira irregular contribuem de maneira decisiva para o aumento da população de mosquitos transmissores da dengue. Soma-se a isso a falta de inseticida para eliminar o vetor.
De acordo com o boletim semanal da Sesa, divulgado na terça-feira (3), o Noroeste do Paraná soma 1.172 notificações de casos suspeitos de dengue. Desse total, 378 foram confirmados. Cabe destacar que o período de coleta dos dados teve início em julho deste ano. 

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