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Equipes de epidemiologia e hospitais do Noroeste do Paraná receberam recomendações sobre o atendimento a pacientes com suspeita de coronavírus. As informações foram repassadas pela 14ª Regional de Saúde, com base nos protocolos do Ministério da Saúde.
O objetivo é garantir que sejam adotadas as medidas necessárias para receber pessoas que apresentarem sintomas da doença, desde a identificação dos sinais, passando pelo isolamento e pelo acompanhamento médico, até o diagnóstico e o tratamento.
O alerta foi emitido depois que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) notificou dois casos suspeitos de coronavírus no Paraná. Ambos os registros foram feitos em Curitiba, na terça-feira (28), sendo um homem de 29 anos e uma mulher de 23. Cumpridos todos os procedimentos, a presença do vírus foi descartada.
Em nota à imprensa, a Sesa destacou que deste a última sexta-feira (24), “vem adotando medidas de prevenção e cuidados para controle do Novo Coronavírus no Paraná”. Mesmo assim, o Estado não é considerado região em nível elevado de contaminação.
A recomendação para toda a população é que adote os cuidados básicos de higiene, reduzindo o risco geral de infecções respiratórias agudas. No caso do coronavírus, a transmissão pode se dar por gotículas respiratórias, tosse e espirros em curta distância e objetos contaminados.
O vírus pode se disseminar no ar, afetando principalmente pessoas com imunidade debilitada. No caso de sintomas sugestivos de doença respiratória, é preciso procurar atendimento médico e informar o histórico de viagens. Normalmente, o período de incubação viral é de dois a sete dias, mas pode chegar a 16 dias.
A Sesa informou que em casos mais leves de coronavírus são comuns os sintomas de gripe ou resfrido (tosse, febre e dificuldade para respirar). Os quadros mais graves da doença podem evoluir para pneumonia ou síndrome respiratória aguda grave.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, disse que “não há motivo para alarme. A população pode ficar tranquila. O Paraná está atento e vigilante, com atenção redobrada para conter qualquer suspeita”.
Segundo ele, a atuação em Curitiba foi preventiva, porque houve correlação de sintomas com a passagem pela China. Nesses casos “é que haverá a notificação, com exames complementares diagnosticando a doença”, ressaltou Beto Preto.
O secretário explicou que o Estado reforçou a atenção para impedir a presença do vírus no Paraná. O Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) da Secretaria foi acionado e está à disposição 24 horas por dia. O grupo fará reuniões diárias para monitorar as suspeitas da doença.
Além disso, há um cuidado especial com os terminais de desembarque no Estado, como Porto de Paranaguá e aeroportos. Nesses locais, a Secretaria atua em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fazendo o controle dos passageiros.
(Com informações da Agência Estadual de Notícias.)

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