Paranavaí

De 1º a 18 de janeiro deste ano, a Santa Casa de Paranavaí registrou 48 internações de pessoas com sintomas de dengue. Desse total, 15 tinham, de fato, a doença. Os números representam crescimento em relação a dezembro de 2019: durante o mês inteiro, foram 49 casos suspeitos e 18 confirmações. Já em novembro, dos 19 pacientes internados, cinco haviam contraído o vírus da dengue.
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) informou que na tarde de ontem, dez pessoas com a doença estavam internadas na Santa Casa. Duas delas, com quadro hemorrágico, permaneciam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), porque a situação exigia monitoramento contínuo, uma vez que poderia haver outras complicações.
A hemorragia é provocada pelo baixo nível de plaquetas na corrente sanguínea. Sendo assim, quem atinge esse estágio precisa de reposição. As bolsas de plaquetas são fornecidas pelo Hemonúcleo Regional de Paranavaí, conforme destacou Luca de Oliveira, que responde pela chefia da unidade. Ele afirmou: “Por enquanto o estoque é regular e estamos suprindo a demanda”.
Oliveira afirmou que ainda não é necessário fazer campanhas de estímulo à doação de sangue, até porque existe um limite de coletas diárias. De qualquer maneira, disse, se faltarem bolsas de plaquetas para os pacientes internados na Santa Casa de Paranavaí, será possível recorrer à rede estadual de hemonúcleos.
REGIÃO NOROESTE – A CCIH confirmou que os pacientes internados por apresentarem sintomas de dengue são de diferentes municípios do Noroeste do Paraná, considerando que a Santa Casa é referência regional de atendimento hospitalar. Significa que a situação de epidemia não está restrita a Paranavaí, mas também é enfrentada em outras localidades.
De acordo com o boletim semanal da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), sete municípios da região enfrentam epidemia de dengue: Diamante do Norte, Guairaçá, Inajá, Paraíso do Norte, Paranavaí, Santa Isabel do Ivaí e Tamboara. Outros cinco estão prestes a atingir o índice epidêmico: Alto Paraná, Paranapoema, Santa Mônica, São Carlos do Ivaí e Terra Rica.
SANTA ISABEL DO IVAÍ – Seguindo os critérios do Ministério da Saúde, para chegar ao quadro de epidemia, é preciso que o município atinja índice de 300 casos positivos para cada grupo de 100 mil habitantes (três confirmações para 1.000 moradores).
Segundo o boletim semanal da Sesa, Santa Isabel do Ivaí tem a maior incidência de casos positivos de dengue em todo o Noroeste do Paraná. Proporcionalmente, são 7.555,5 para 100 mil habitantes. Um dos principais problemas que a Administração Municipal enfrenta para vencer a epidemia é o descaso dos moradores.
O secretário de Saúde de Santa Isabel do Ivaí, Clayton de Paula Moro, declarou que a população é resistente em adotar hábitos de limpeza e cuidados. “É preciso manter o quintal limpo e organizado e dar a destinação correta para o lixo. Mas muitos não fazem isso.” E continuou: “O problema da dengue é uma questão de cidadania”.
Com 1.309 casos positivos da doença, desde 1º de agosto de 2019 até 18 de janeiro deste ano, o município registrou 1.039 confirmações de dengue. A tentativa de amenizar a situação está nas ações diárias de eliminação de focos de larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus, e na orientação dos cidadãos.
De acordo com Moro, quando os agentes fazem vistorias em imóveis residenciais e comerciais e encontram criadouros, notificam o morador ou o proprietário. O documento pode ou não resultar em multa, de acordo com a situação e dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação municipal.

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