Saúde

Coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI), Vera Rita da Maia afirmou que vacinar as crianças é essencial para evitar novos surtos de doenças no Paraná. Ela citou o exemplo do sarampo, que estava erradicado há mais de 20 anos, mas voltou a ter casos confirmados em agosto de 2019. Os registros persistiram até setembro deste ano, quando a cadeia de transmissão foi interrompida.

Diante da importância da imunização de toda a população, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está intensificando as estratégias de proteção contra uma série de doenças, com três campanhas de vacinação paralelas: contra a poliomielite, contra o sarampo e multivacinação. As ações nos municípios paranaenses seguem até 30 de outubro.

Campanha contra a poliomielite é voltada para crianças de um a menos de cinco anos
Foto: Ivan Fuquini

Em entrevista ao Diário do Noroeste, Vera Rita da Maia destacou: “É preciso aumentar a imunidade de rebanho”. Por telefone, ela explicou que quando o índice de vacinação é elevado e a proteção contra as doenças se dá de maneira homogênea, criam-se barreiras que impedem a entrada e a circulação dos vírus. Assim, pessoas que não podem ser vacinadas por diferentes motivos também ficam protegidas (esse é o processo chamado de imunidade de rebanho).

A coordenadora do Programa Estadual de Imunização garantiu que todas as vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são devidamente testadas e, portanto, seguras. Para ter acesso às doses, basta procurar a unidade de saúde mais próxima de casa, preferencialmente tendo em mãos o cartão vacinal – documento que atesta o histórico de imunização de cada paciente.

AS CAMPANHAS – A vacinação contra poliomielite tem como público-alvo crianças de um ano até menos de cinco anos de idade. Em todo o Paraná são mais de 583 mil pessoas nessa faixa etária, das quais 50 mil foram imunizadas. A avaliação de Vera Rita da Maia é que o número está abaixo do esperado, já que a meta é alcançar 95% dessa população. “Temos um desafio muito grande.” A doença está erradicada desde 1987.

A campanha de multivacinação inclui mais de 10 tipos de vacinas para crianças e adolescentes. Tem como objetivo garantir que todos tenham a oportunidade de atualizar o histórico de imunização contra meningite, rubéola, caxumba, difteria, tétano, pneumonia e diarreia, entre outras doenças graves que podem causar a morte, mas podem ser evitadas com a vacinação.

Em relação ao sarampo, a estratégia é destinada a homens e mulheres de 20 a 49 anos de idade. A meta em todo o Paraná é imunizar 4 milhões de pessoas, mas até agora apenas 500 mil receberam a proteção vacinal. “A doença é grave e altamente contagiosa e o vírus circula com facilidade. A única forma de prevenção é a vacina”, disse a coordenadora do PEI.

ANTIVACINA – Vera Rita da Maia manifestou preocupação com o crescimento do movimento antivacina e a divulgação de notícias falsas sobre efeitos adversos da vacinação. Reforçou que todas as vacinas foram submetidas às testagens necessárias para garantir a segurança de toda a população.

Por isso, ela incentivou a ida da comunidade à unidade de saúde para receber as proteções necessárias contra as doenças. Além disso, disse que as equipes municipais precisam estar preparadas, com estratégias eficientes de alcance à população. A organização das ações, especialmente no dia de mobilização, 17 de outubro, fica a critério de cada Secretaria de Saúde. O importante é manter todas as medidas de segurança sanitária para evitar a transmissão de Covid-19.

NOROESTE DO PARANÁ – De acordo com informações da 14ª Regional de Saúde, que abrange 28 municípios do Noroeste do Paraná, 100% das doses de vacina contra poliomielite foram entregues às Secretarias de Saúde no dia 25 de setembro.

Em toda a região, são 13.899 pessoas com idades entre um e quatro anos, público-alvo da campanha contra a poliomielite. Desse total, 3.754 têm um ano, 3.402 têm dois anos, 3.366 têm três anos e 3.377 têm quatros anos.

Já a multivacinação, voltada para a população de 20 a 49 anos de idade, deverá alcançar 62.955 moradores do Noroeste do Paraná, garantindo proteção contra uma série de doenças.

 

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