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DESACELERE

Já parou para pensar que estamos imersos em muitas efemérides? Dia disso, daquilo, daquilo outro…e tudo vai se atropelando e no “frigir dos ovos”, não damos conta. E nesta pauta estão também as mensagens via WhatsApp e as postagens das redes sociais que se multiplicam a cada instante. Não conseguimos absorver uma informação e vem outra e mais outra…

            Vivemos, melhor dizendo, pausamos nossa vida real e seguimos vidas que são fictícias. Admirando perfis e comportamentos vazios de essência.

            Qual foi a última vez que você parou para observar o espetaculoso pôr do sol? Ou ainda, há quanto tempo você não olha para o céu a noite e admira as estrelas?

            É … estamos acelerados, correndo, correndo, não sei para onde, não sei para que! São tantos afazeres que não observamos o que realmente é prioridade, o que realmente importa.

            E o tempo, bom, o tempo não para. Nem mesmo para que possamos nos reorganizar e seguir. Vamos caminhando e recolhendo os cacos da última situação vivida e já somos levados de roldão para novas situações que exigem urgência de comandos e soluções rápidas.

            Ah… que saudade de sentar na varanda e conversar sem pressa com pessoas queridas. Fortalecendo laços de amor e companheirismo. Conversar olho no olho, presencialmente. Estar realmente presente ao momento e vivê-lo com intensidade. Criando, desta forma, memórias afetivas que anos mais tarde ainda reverberarão dentro de nós, acalentando nosso ser, trazendo bálsamo para a saudade desses dias vividos ao lado de quem as protagonizou.

            A vida, se bem pensarmos, é permeada por momentos. Se permanecemos no automático, observando vivências alheias, deixaremos de realmente viver e posteriormente não teremos do que recordar. Não angariaremos experiências, porque é nos embates diários, de situações boas ou não que vamos crescendo, amadurecendo, adquirindo discernimento perante a vida.

            Se ficarmos tentando “equilibrar os pratos” não construiremos nada. Ficaremos cansados, estressados, sem sair do lugar.

            Então, posso te fazer um convite?

            Pare o que você está fazendo agora, abra a janela da alma e observe por um instante sua vida até aqui. No próximo final de semana, caminhe ou pedale observando a natureza. Aprecie o pôr do sol e a variada palheta de cores a abrilhantar esse momento. À noite, convide alguém e lance seus olhos ao firmamento, contemple a grandiosidade das constelações.  Ao amanhecer, se possível, caminhe descalço por um gramado ou areia. Desta forma garantirá que sua próxima semana chegará com outras cores, outro ritmo, outro ânimo.

            Desacelere enquanto há tempo…

            Contemple seu íntimo e respeite o outro.

Diminua a quantidade de toques na tela e abra-se para a vida, sem amarras, sem superficialidade. Seja honesto consigo mesmo. Ame, cante, dance enquanto há tempo…

Priorize o essencial, foque em seu objetivo de vida, mas não deixe de viver plenamente os pequenos momentos. Pois a vida, é uma colcha de retalhos, que vamos costurando com as linhas que escolhemos. Seja sensato e criterioso nessas escolhas para que boas lembranças sejam construídas com amor e retidão de caráter. 

Fonte: Terezinha de Nadai

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