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Professor da Influx e equipe da Agrihouse Foundation na 3ª Fiman, em Paranavaí

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

Delegação ganesa busca na Fiman oportunidades para profissionalizar a cadeia produtiva de mandioca

REINALDO SILVAreinaldo@diariodonoroeste.com.br

O cultivo de mandioca é uma das atividades agrícolas mais comuns em Gana e, mesmo assim, uma das mais desvalorizadas. O país africano com pouco mais de 30 milhões de habitantes carece de investimentos que permitam agregar valor à produção e tornar a raiz e seus derivados mais comerciais.

A avaliação é da diretora-executiva da Agrihouse Foundation, Alberta Akosa, participante da 3ª Feira Internacional da Mandioca (Fiman), em Paranavaí. Será uma das palestrantes ganesas desta quinta-feira (23) e abordará o tema “Aproveitando as plataformas internacionais para mercantilizar a mandioca em Gana”.

Na tarde de ontem, ela conversou com o Diário do Noroeste e falou sobre as perspectivas de negócios e trocas de experiências com o mercado brasileiro na busca pela profissionalização da cadeia produtiva em Gana. A entrevista foi acompanhada pelo professor de inglês Agnaldo Junior, coordenador pedagógico da escola de idiomas Influx, que auxiliou na tradução.

Alberta Akosa começa contando que a maioria das plantações de mandioca está em pequenas propriedades, para fins de subsistência das famílias produtoras. Essa limitação impede investimentos robustos na compra de maquinários. A modernização, diz, requer a participação de grandes corporações.

A comparação com o Brasil é inevitável: se em Gana a raiz é consumida exclusivamente in natura, aqui é utilizada em centenas de receitas, para fazer massa de panqueca ou pão de queijo, só para citar dois exemplos. Também derivam da mandioca subprodutos das indústrias farmacêutica, química e têxtil.

Tantas possibilidades de transformação chamaram a atenção da delegação de Gana – não só pela variedade, mas também pelo viés econômico, afinal a industrialização gera oportunidades de trabalho e vem acompanhada de novas perspectivas para mulheres, jovens e pessoas com deficiência, público atendido pela Agrihouse Foundation.

A ideia é levar conhecimento e apresentar diferentes perspectivas para o governo ganês através de tecnologia e inovação. A equipe presente na 3ª Fiman tem feito contatos com empresas brasileiras e quer intermediar negociações para fortalecer a mandiocultura no país africano.

Antes de terminar a entrevista, Alberta Akosa fala da hospitalidade dos brasileiros, especialmente dos paranavaienses, que classificou de amigáveis e dispostos a ajudar a qualquer momento. Além disso, as condições climáticas que encontraram aqui são semelhantes às de Gana. “É como se estivéssemos em casa.”

Programação – A Fiman termina nesta quinta-feira com palestras e rodada de negócios. A visitação começa às 13h e a programação é a seguinte técnica é a seguinte:

  • 13h30 às 14h10 – Palestra “Oportunidades da mandioca em Gana”, com Pearl Gborglah (Agrocrown)
  • 14h30 às 15h30 – Rodada de negócios da Aciap
  • 15h50 às 16h20 – Palestra “Aproveitando as plataformas internacionais para mercantilizar a mandioca em Gana”, com Alberta Akosa (Agrihouse Foundation)
  • 16h30 às 17h10 – Palestra “ESG – Oportunidades e desafios para a agropecuária”, com Fabiana Campos Romanelli (Faep)
  • 17h20 às 18h20 – Palestra “Oportunidades globais para a proteína de mandioca a partir das folhas”, com Simon Bentley (Commoditia).

A Fiman começou na terça-feira e a cerimônia de abertura oficial reuniu lideranças políticas e de entidades ligadas à agricultura. A entrada no Parque de Exposições Presidente Arthur da Costa e Silva durante a feira é gratuita.

Alberta Akosa falou das possibilidades de negócios com o mercado brasileiro
Foto: Guto Costa
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