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ARTIGO

A violência contra a mulher vai muito além da agressão física

Ana Lúcia Fernandes

Pode até não parecer, mas a violência emocional ou psicológica é tão prejudicial quanto a violência física.

Muitas pessoas pensam que a violência só ocorre quando há uma lesão aparente, um hematoma, ou, ainda, um ferimento com sangue.

Isso acontece porque existe a falsa ideia de que uma pessoa que sofre abuso sempre vai ter o olho roxo, um corte ou algo do tipo, mas não é bem assim.

Acredite, geralmente o abuso psicológico é a primeira fase da violência contra mulher, que infelizmente pode levar a agressões e até mesmo à morte.

Por isso a legislação criminaliza a prática de qualquer conduta que cause dano emocional à mulher, que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.

Além disso, se configura a violência emocional quando se tenta diminuir a autoestima da mulher mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação.

O CICLO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

É muito comum que a vítima sequer perceba que está vivendo uma situação de violência doméstica, por isso é importante reconhecer os sinais e buscar ajuda o quanto antes.

A primeira fase do ciclo da violência consiste em comportamentos aparentemente inofensivos, mas que revelam o caráter potencialmente agressivo do sujeito e que atingem diretamente o psicológico da vítima, tais como piadinhas ofensivas, chantagens, ciúmes, mentiras, afastamento dos amigos e do círculo social, dentre outros que visam a manter a vítima em sua “bolha”, onde possa ser controlada.

Na segunda fase a violência emocional começa a tomar uma forma mais incisiva, na qual o agressor culpa a vítima por qualquer situação que acontece no cotidiano, desqualifica sua figura perante os familiares e amigos, ofende verbalmente, humilha em público, ameaça com intimidações e aumenta o controle sobre a ela, proibindo-a de ir a certos lugares ou fazer determinada atividade.

Já na terceira fase passamos a verificar que a violência evolui para a questão patrimonial e até mesmo física, ainda que de maneira disfarçada, em que o agressor destrói bens e pertences da vítima, desfere beliscões, arranhões, empurrões.

Na quarta fase, a violência física torna-se mais evidente com tapas, chutes, ameaças com objetos e o agressor tende a prender a vítima limitando e privando sua liberdade.

Por último, já na quinta fase, a vida da vítima já está em risco, uma vez que o agressor profere ameaças com armas, ameaças de morte, pode forçar relação sexual, praticar abuso sexual, violentar, mutilar e até mesmo matar.

Para que esse ciclo não se complete com o feminicídio, que é o ápice da violência doméstica com o óbito da vítima, é necessário que a vítima perceba os sinais, reaja, denuncie e vá até o fim com a representação criminal para que o agressor seja punido.

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