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Foto: Ivan Fuquini

CENÁRIO URBANO

Sem varrição em vias públicas, Paranavaí enfrenta acúmulo de sujeira na área central e nos bairros

REINALDO SILVA – reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Na área central, nos bairros, nos distritos. A reclamação é recorrente: as vias públicas de Paranavaí estão tomadas pela sujeira – das folhas que caem das árvores ao lixo jogado de maneira irregular pelos cidadãos.

O acúmulo de resíduos incomoda, compromete o aspecto visual, provoca mau cheiro, traz riscos para a saúde pública. Gera transtornos.

Comerciantes e comerciários precisaram assumir o papel que antes cabia a funcionários de uma empresa contratada pela Prefeitura de Paranavaí. Pegam a vassoura e o saco de lixo e retiram das ruas e das avenidas o quanto podem, tentam, por conta própria, manter o espaço público limpo.

“Se a gente não varre, as folhas entram na loja e vira uma bagunça”, diz a vendedora de uma loja no Centro da Cidade. “Hoje ainda está limpo, precisava ver depois do feriado”, compara o gerente de outra empresa, referindo-se à segunda-feira após a Páscoa.

A falta de varrição constante não é o único problema. As lixeiras espalhadas ao longo das ruas Getúlio Vargas e Manoel Ribas estão sempre cheias, sendo necessário que lojistas e funcionários façam a manutenção diariamente, sob o risco de haver mais sujeira espalhada pelo chão. “A situação está feia”, resume a atendente de um estabelecimento do setor gastronômico.

Folhas, terra e água se misturam ao lixo jogado de forma irregular pelos próprios cidadãos. Foto: Ivan Fuquini

Os nomes dos entrevistados foram omitidos a pedido.

A preocupação da comunidade ecoou na Câmara de Vereadores. Na reunião ordinária de segunda-feira (8), Josival Moreira cobrou uma solução da Administração Municipal.

“Não tem como deixar a cidade desse jeito. É uma necessidade a Prefeitura tomar uma posição em relação ao lixo.”

O presidente Luís Paulo Hurtado também se manifestou:

“A gente espera que o município tenha agilidade, porque é um serviço essencial, você anda pelo centro e vê que as ruas estão sujas”.

O PROBLEMA

O secretário municipal de Meio Ambiente, Walther de Camargo Neto, explica que a empresa que prestava os serviços de limpeza em Paranavaí optou por não renovar o contrato. Diante dessa decisão, a Prefeitura precisou entrar em contato com as próximas colocadas no processo de licitação. “Estamos seguindo todos os trâmites legais.”

Camargo Neto espera que dentro do prazo máximo de 30 dias a situação volte à normalidade.

“As empresas foram acionadas e apresentaram as documentações necessárias para que sejam analisadas.”

Reclamação também recai sobre a falta de coleta dos itens descartados nas lixeiras do Centro. Foto: Ivan Fuquini

Enquanto isso, a equipe da Secretaria de Meio Ambiente executa parcialmente os serviços. Conforme argumento do presidente da Câmara de Vereadores durante avaliação do tema, não há pessoal suficiente para cobrir toda a extensão da cidade em curto tempo.

CONSCIENTIZAÇÃO

Em que pesem os déficits na prestação de serviços em razão da ausência de empresa terceirizada, há que se chamar a atenção para o comportamento da própria população. Embalagens de salgadinhos industrializados, copos plásticos e guardanapos de papel são alguns exemplos do lixo que se mistura às folhas e à terra espalhadas pelas vias públicas.

Se o poder público tem responsabilidades, os cidadãos também. A partir de medidas simples, como o descarte correto de resíduos, todos podem contribuir para a limpeza da cidade.

Os cuidados são ainda mais urgentes diante da epidemia de dengue que Paranavaí enfrenta. Uma única tampinha de garrafa jogada na calçada tem potencial para se tornar criadouro do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

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