(44) 3421-4050 / (44) 99177-4050

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:

BRASIL

Inadimplência cai 8,7% entre público de baixa renda favorecido pelo Desenrola, mostra estudo

NATHALIA GARCIA

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Enquanto a inadimplência ficou relativamente estável no Brasil de maio de 2023 a março deste ano, o índice que considera dívidas em atraso por mais de 90 dias caiu 8,7% nesse período entre pessoas de renda mais baixa favorecidas pelo programa Desenrola Brasil.

Na outra ponta, a inadimplência cresceu 6,8% no mesmo intervalo entre aqueles que não se encaixam no público-alvo da iniciativa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados fazem parte de um estudo da Serasa, que integra o balanço final feito pelo Ministério da Fazenda sobre o programa.

O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, afirma à Folha de S.Paulo que o levantamento reflete na prática o efeito da iniciativa sobre a situação de endividamento da população.

Promessa de campanha do presidente Lula, o Desenrola terminou nesta segunda-feira (20). Ao todo, foram renegociados R$ 53,07 bilhões em dívidas de pessoas físicas e 15,06 milhões de pessoas foram beneficiadas, segundo dados compilados pela pasta.

“É um tremendo sucesso ter negociado um montante que equivale a cerca de 0,5% do PIB [Produto Interno Bruto]. Não é uma renegociação que se faz no atacado, se faz no varejo. Então, atingir 15 milhões de pessoas nesse período é uma grande vitória”, afirma Pinto.

O número total de favorecidos, entretanto, ficou aquém do potencial do programa. Quando a iniciativa foi anunciada, em julho do ano passado, o governo dizia ter como público-alvo 70 milhões de brasileiros negativados e projetava ajudar até 30 milhões de pessoas.

“A gente nunca esperou que o programa fosse resolver o problema de 70 milhões de brasileiros, a gente nem tinha recursos para isso. O que a gente tentou foi aliviar o problema por meio do programa. A gente não esperava atingir R$ 50 bilhões e ultrapassou esse número. Nossa expectativa para o número de pessoas estava abaixo de 10 milhões. O programa ultrapassou todas as nossas expectativas”, diz o secretário.

PÚBLICO-ALVO

Na faixa 1, correspondente a cidadãos com renda bruta mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.640) ou inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo), foram R$ 25,57 bilhões em volume financeiro negociados e 5,06 milhões de pessoas favorecidas.

Do total de negociações feitas pelo grupo de renda mais baixa, 15,2% dos valores foram quitados à vista, enquanto 84,8% foram parcelados. Já no recorte por contratos, 57,5% foram pagos à vista e 42,5%, refinanciados.

Na faixa 2 – grupo com renda entre R$ 2.640 e R$ 20 mil -, foram 3 milhões de pessoas beneficiadas, com a negociação de R$ 26,5 bilhões em dívidas nos bancos.

Além disso, 7 milhões de pessoas que tinham dívidas de até R$ 100 tiveram a retirada automática do cadastro de inadimplentes, ou seja, ficaram com o “nome limpo”. As dívidas somavam cerca de R$ 1 bilhão.

À VISTA

De acordo com Pinto, houve mais negociações à vista do que o esperado pela equipe econômica. “Como os descontos foram grandes, as renegociações à vista, em geral, ficaram com valores pequenos. Por exemplo, uma dívida de R$ 1.000 baixou para R$ 150, as pessoas pagaram à vista essa dívida pequena e parcelaram as dívidas maiores”, diz.

Os dados da Fazenda mostram também que o juro médio das operações ficou em 1,82% ao mês (o limite era de 1,99% ao mês), e os novos financiamentos, que podiam ser parcelados em até 60 meses, foram divididos em 13 parcelas, em média.

Nas operações à vista, o ticket médio foi de R$ 248, com desconto médio de 90,2%. Já nas transações parceladas, o ticket médio ficou em R$ 1.030, com desconto médio de 84,7%.

Ainda de acordo com o balanço da pasta, o maior desconto aplicado foi de 98,6%. Com isso, uma dívida de R$ 835,02 foi reduzida a R$ 10,91.

Compartilhe: