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Uso do sistema de irrigação de forma eficiente amplia os resultados nas lavouras Foto: Arquivo DN

NO CAMPO

Noroeste busca reconhecimento do MIDR como primeiro polo de agricultura irrigada do Paraná

Proposta é reunir diferentes agentes do setor e conferir maior representatividade junto ao governo federal na busca por recursos financeiros para fazer novos investimentos

REINALDO SILVA

Da Redação

Produtores, empresários, representantes de entidades classistas e órgãos governamentais de pesquisa do Noroeste do Paraná estão mobilizados: querem integrar a iniciativa Polos de Agricultura Irrigada, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O reconhecimento faria da região a primeira do estado a ser inserida nas ações da Política Nacional de Irrigação.

Por telefone, a diretora do Departamento de Irrigação do MIDR, Larissa Oliveira Rêgo, explicou ao Diário do Noroeste que é preciso formalizar a solicitação e apresentar um levantamento com as principais características e demandas do setor agrícola. A depender da agilidade na compilação dos dados, é possível concluir o processo em até dois meses.

A proposta do polo de agricultura irrigada é reunir diferentes agentes do setor e conferir maior representatividade junto ao governo federal na busca por recursos financeiros para elaborar projetos e colocá-los em prática. “O produtor não vai sozinho, ganha força”, resumiu a diretora do Departamento de Irrigação.

Atualmente, há 17 polos em todo o Brasil, nenhum no Paraná. O pedido da Região Noroeste é o primeiro do estado.

O gerente regional do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) de Paranavaí, José Jaime de Lima, sublinhou a necessidade de ampliar os investimentos em irrigação na Região Noroeste, marcada predominantemente pelo solo arenoso, com baixa capacidade de armazenamento de água. 

A irregularidade da ocorrência de chuvas é outro fator que compromete os resultados no campo e gera insegurança de produção, inclusive com elevação de custos.

A implantação de sistemas eficientes de irrigação reduziria os danos, avaliou Lima, citando possibilidades: 

O pivô possui uma torre central fixa em concreto, de onde se estendem braços que giram em círculo completo, irrigando a área ao redor;

O aspersor expele água para o ar, que, graças à resistência aerodinâmica, se transforma em gotículas que caem sobre o solo e as plantas, simulando a chuva; e

Irrigação por gotejamento, composto por equipamentos conectados a canos ou mangueiras posicionados ao lado das plantas, mantendo a umidade do solo que cobre as raízes.

INVESTIMENTOS – O gerente regional do IDR-PR lembrou que a instalação de equipamentos de irrigação pretende aumentar a produtividade agrícola, o que exige investimentos em diferentes áreas. Na infraestrutura, por exemplo, é preciso melhorar estradas utilizadas para o escoamento da safra. 

O fornecimento de energia elétrica, deficitário no Noroeste do Paraná, requer cuidados especiais, uma vez que as constantes oscilações danificam equipamentos e interferem na qualidade e na quantidade da produção.

Outro ponto destacado por Lima é a ampliação do alcance do sinal de internet, que, segundo estimativa, chega a apenas 50% das propriedades rurais.

Nesta semana, diferentes agentes do setor se reuniram para discutir o assunto
Foto: Divulgação

RESULTADOS – Na tarde desta sexta-feira (31 de janeiro), o presidente da Associação dos Produtores Irrigantes do Paraná (Apip), Demerval Silvestre, esteve no Diário do Noroeste e falou sobre a importância de aplicar a irrigação de forma inteligente.

Ele comparou: normalmente, propriedades sem irrigação perfazem apenas uma safra em dois anos; onde há sistema eficiente, é possível alcançar até cinco safras no mesmo prazo.

O aumento de produtividade e a alternância de culturas são fatores que geram desenvolvimento não só para o agronegócio, mas também para outros setores da economia, complementou Silvestre, que também está à frente da Sociedade Civil Organizada do Paraná (Socipar).

ORGANIZAÇÃO – Nesta semana, lideranças se reuniram em Paranavaí para tratar do assunto. Além de Jorge José de Lima e Demerval Silvestre, estiveram presentes o superintendente de Promoção do Equilíbrio Regional do Paraná, Rogério Lorenzetti; os presidentes do Sindicato Rural Patronal e da Sociedade Rural do Noroeste do Paraná, respectivamente Ivo Pierin Junior e Mário Hélio Lourenço de Almeida Filho; e empresários e produtores rurais.

Na pauta, a organização do setor para acelerar o processo de inserção do grupo na iniciativa Polos de Agricultura Irrigada do governo federal.

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