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CULTURA

Amauri Martineli: uma vida dedicada à arte de Paranavaí

Texto: Ana Cecília Paglia

Supervisão: Monique Manganaro e Reinaldo Silva

Amauri Martineli é nome conhecido no cenário artístico de Paranavaí. Com uma trajetória de 34 anos, o ator já participou de inúmeros trabalhos e projetos ao longo carreira.

Começou na arte em 1990 como declamador, quando recebeu um convite do percussionista José Carlos, o Zé Cambé, para recitar um poema no Festival de Música e Poesia de Paranavaí (Femup). Durante essa nova experiência, se interessou pelo evento e passou a participar nas edições seguintes. Ao todo, Martineli acumulou 10 troféus Natividade, conhecidos como Barriguda. O festival o marcou tanto, que ele tatuou o prêmio no braço. 

Anos depois, o artista não era apenas um participante de destaque do Femup, mas também organizador do evento. O fato de sempre estar envolvido no meio artístico e em diversos projetos culturais contribuiu para que conquistasse admiradores no cenário local. “Amauri tem uma grande contribuição para o Femup, tanto na qualidade de organizador quanto como declamador, sempre com uma sensibilidade e dedicação excepcionais”, destaca Dorival Torrente, ator, declamador, vocalista do grupo musical Gralha Azul e outro grande nome da arte de Paranavaí. 

Em 1991, ingressou no teatro, estreando como figurante no espetáculo A Árvore dos Mamulengos. Martineli começou como ator, integrante do Teatro Estudantil de Paranavaí (TEP), participando de várias peças sempre sob a direção de Paulo César de Oliveira. 

Peça A Árvore dos Mamulengos, encenada pelo artista em 1991
Foto: Arquivo pessoal

Ao longo da trajetória no teatro, o artista encenou diversas apresentações, mas uma das mais marcantes foi a Pega na Mentira, inspirada no livro As 10 Mentiras que os Homens Contam, de Luís Fernando Verissimo. Segundo Martineli, durante essas exibições, muito improviso acontecia, o que tornava o momento engraçado para os artistas e a plateia. Tanto que a peça foi sendo levada por um caminho diferente da inspiração do livro e tomou forma própria, sendo encenada durante sete anos. 

Outro momento especial da carreira foi a peça Ponto de Partida, escrita por Gianfrancesco Guarnieri, que retratava a morte do jornalista Vladimir Herzog. Martineli interpretava o personagem Dom Felix, um homem cego. A peça teve grande repercussão e, durante um festival em Marechal Cândido Rondon, uma categoria de melhor ator coadjuvante, que não existia, foi criada apenas para premiar a atuação de Paulo César de Oliveira, o Paulinho, que também participou da peça.

Espetáculo Ponto de Partida, um dos mais importantes da carreira de Martineli
Foto: Arquivo pessoal

Em 1998, começou a trabalhar na Fundação Cultural de Paranavaí, onde permaneceu por 20 anos, sendo oito deles como presidente. Além disso, possui registro profissional (DRT) como ator, diretor teatral e diretor de produção. 

Martineli também chegou longe na televisão, fazendo participação na novela Além da Ilusão, da Rede Globo. Ele explica que, para ser selecionado pela emissora, é necessário ter cadastro em agências de atores, que indicam o perfil adequado para o personagem desejado pela produção. Uma curiosidade inesperada contada pelo artista sobre a experiência é o fato de não poder tirar fotos com outros atores da novela. Mas, para ele, era compreensivo, pois todos estavam trabalhando. 

Ao longo da carreira, o artista também participou de diversos comerciais, como os da loja de artigos esportivos Netshoes durante a campanha de Natal.  

Em 2024, Martineli e Ariane de Oliveira tiveram a ideia de eternizar o grupo musical de Paranavaí Gralha Azul, em um documentário. “Recentemente, ele se dedicou à produção de um documentário sobre o Grupo Gralha Azul, com apoio da Lei Paulo Gustavo de Incentivo à Cultura. Esse documentário foi muito elogiado e contou com a parceria de Ariane de Oliveira, a filha de Paulinho, um dos fundadores do grupo. Esse trabalho sobre o Gralha Azul, com a sensibilidade de Amauri, ficou excelente”, elogia Torrente. 

A contribuição de Amauri Martineli para a cultura de Paranavaí é grande e significativa. “Amauri tem importância muito grande no movimento cultural de Paranavaí, e tenho muito orgulho de ser seu amigo, pois sei da sinceridade e determinação com que ele faz as coisas”, completa Torrente.

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