De acordo com a prefeitura, trata-se de uma medida de caráter provisório, exclusivamente para a destinação de itens recolhidos durante os mutirões de limpeza
REINALDO SILVA
Da Redação
“Os munícipes têm feito reiteradas petições a respeito do terreno localizado entre as ruas Pioneiro Tonhão e Francisco Gomes da Silva, no Jardim Videira, popularmente conhecido como buracão da Morena Rosa, por estar localizado atrás da fábrica de confecções.”
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Assim o vereador de Paranavaí Carlos Alberto João abre o Requerimento 54/2025, que solicita informações da administração municipal quanto ao uso do terreno citado para a destinação de resíduos sólidos.

Foto: Ivan Fuquini
Ele questiona:
Existe alguma previsão ou projeto de medidas que proíbam o descarte de resíduos no local?
O poder público municipal em suas esferas tem elaborado um plano para descarte correto de resíduos sólidos?
O fechamento definitivo do espaço para descarte de resíduos e o reflorestamento não seriam indicados?
Aprovado por unanimidade durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores na noite de segunda-feira (24), o texto segue para o Poder Executivo, que tem prazo legal de 15 dias para apresentar as informações requisitadas.
Explicações – Ao Diário do Noroeste, o secretário municipal de Meio Ambiente, Alessandro Cordeiro Garcia, adiantou que aquele espaço é destinado ao depósito de materiais retirados das ruas pela equipe da prefeitura durante os mutirões de limpeza. Exclusivamente. Sem exceções.

Foto: Divulgação
A estratégia foi definida em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), em função do impedimento de descarte no chamado “Buracão” da Vila Operária, que passou a ter uso restrito por decisão judicial e deverá ser fechado definitivamente até agosto de 2027.
O secretário de Meio Ambiente explicou que se trata de um ponto provisório, até que a administração municipal consiga o licenciamento de um novo espaço para o aterro dos resíduos.
Outra medida em curso é elaboração do edital de licitação para definir a empresa responsável pela gestão do ecoponto no Jardim Morumbi, que comportará restos de construção civil, madeira, plástico e itens considerados volumosos, por exemplo, colchões e geladeiras. Haverá caçambas específicas para cada categoria de resíduo, cabendo à gerenciadora dar a destinação final. A expectativa é que o processo siga para o setor de licitações dentro de 20 a 30 dias.
O modelo do Jardim Morumbi apontará a viabilidade de novas unidades em bairros como o Jardim São Jorge e a Vila Operária.
Vereadores – Ao falar do assunto durante a sessão legislativa de segunda-feira, a vereadora Maria Clara Gomes, líder do prefeito, garantiu que o problema será resolvido o mais rapidamente possível, dentro do que a legislação permite.
Antonio Marcos Sampaio lembrou que atualmente o município não dispõe de um local regulamentado para o descarte de resíduos. O uso do terreno no Jardim Videira, ainda que não seja permanente, já permitiu depositar o equivalente a 114 caminhões de lixo recolhido durante os mutirões de limpeza pelos bairros da cidade.
Ivany Azevedo alertou para a necessidade de ampliar as preocupações. Mais do que definir espaços públicos para a destinação dos resíduos, é necessário promover campanhas de conscientização sobre o lixo, indicando aos moradores a forma e o local adequados para descarte.