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Foto: Divulgação

FIM DE SEMANA

Feira de Tapetes e Artigos de Crochê comercializa produtos feitos por detentos de Paranavaí

REINALDO SILVA

Da Redação

Você já ouviu falar em amigurumi? Esse é o nome de uma técnica japonesa de artesanato que utiliza crochê ou tricô para criar bonecos e objetos tridimensionais, tais como bichinhos de pelúcia, personagens de desenhos animados e itens de decoração.

Da Terra do Sol Nascente para a Cadeia Pública de Paranavaí, a prática ganhou espaço entre os detentos que participam do projeto de Remição de Pena pelo Trabalho. Eles também confeccionam tapetes, toalhas de mesa e diversos outros artigos. A cada três dias dedicados às linhas e às agulhas, diminuem um dia da pena de privação de liberdade.

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Os resultados do trabalho dos 80 participantes do projeto estarão à venda neste sábado (10), na Feira de Tapetes e Artigos de Crochê. O evento será na Rua Getúlio Vargas, em frente à Banca do Tanaka, das 9h às 16h. A realização é do Conselho da Comunidade da Comarca de Paranavaí, responsável por adquirir e distribuir os materiais entre os detentos.

O presidente Cláudio Miguel de Souza explica que o número de pessoas pode variar conforme o fluxo de chegada e saída da Cadeia Pública. A permanência no projeto depende do interesse dos detentos. “Não existe limite [de tempo]. Todos que querem, permanecem e recebem remição de acordo com o trabalho e a legislação penal vigente.”

Um ensina para o outro e, juntos, os detentos vão construindo mais do que peças decorativas; participam de atividades que promovem integração social, contribuindo também para a disciplina e a organização. Esses aspectos são essenciais no processo de ressocialização – que nada mais é do que reabilitação e a reintegração ao convívio social após o cumprimento da pena, evitando, assim, a reincidência criminal.

Há, ainda, a possibilidade de formação profissional. Ao aprender artesanato, os detentos se preparam para a geração de renda. O presidente do Conselho da Comunidade acrescenta: “[O projeto] motiva a trabalhar e aprender a ter rotinas de produção, o que incentiva a busca por trabalho, evidenciando os potenciais dos detentos em se reinserir na sociedade de forma produtiva”.

Segundo Souza, parte do dinheiro arrecadado com a venda dos artigos de crochê é aplicada em ações voltadas aos próprios detentos, por exemplo, aquisição de alimentos. O restante se destina à compra de linhas e outros materiais necessários para o projeto de Remição de Pena pelo Trabalho.

O pagamento pelos produtos deverá ser feito preferencialmente em dinheiro ou por transferência via Pix.

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