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Foto: Ivan Fuquini

HOMENAGEM E CONSCIENTIZAÇÃO

Hemonúcleo de Paranavaí celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue

14 de junho foi a data escolhida para reconhecer o ato de solidariedade dos voluntários. Cada coleta pode ajudar até quatro pessoas

REINALDO SILVA

Da Redação

Depois de uma manhã de trabalho e o merecido intervalo para o almoço, Cleusa Domingues Tenório separou um tempinho para a solidariedade. Foi ao Hemonúcleo Regional de Paranavaí para doar sangue.

Ela tem 65 anos, é costureira e dirige uma pequena facção de roupas na cidade. É doadora voluntária há mais de uma década, e mantém o rigor na periodicidade das doações: são três por ano, uma a cada quatro meses, conforme a recomendação para as mulheres. No caso dos homens, a coleta é possível a cada três meses.

Cleusa Domingues Tenório é doadora há mais de 10 anos e demonstra satisfação por ajudar outras pessoas
Foto: Ivan Fuquini

Dona Cleusa não sabia, mas este sábado (14) é dedicado a ela e a mais de 3 milhões de brasileiros, sem contar os voluntários em todo o planeta. É o Dia Mundial do Doador de Sangue, data instituída em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e as várias diferenças entre os tipos sanguíneos. 

De maneira bem resumida, o fator Rh é uma proteína que pode estar presente nos glóbulos vermelhos do corpo, responsáveis pelo transporte do oxigênio; nesse caso a classificação é Rh positivo. Quando a proteína não existe, o Rh é negativo.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil conta com 32 hemocentros estaduais e diversos serviços de hemoterapia regionais e municipais, responsáveis por coletar, processar, armazenar e distribuir sangue e componentes. Em Paranavaí, o hemonúcleo recebe doadores de todo o Noroeste do Paraná e abastece mais de 20 hospitais da região, além de contribuir com outros municípios do estado. 

Nessa sexta-feira (13), por exemplo, foram enviadas a Maringá bolsas de sangue dos tipos O negativo e A negativo. “O negativo é doador universal”, explica o chefe da unidade de Paranavaí, Lucas Oliveira. Significa que essa tipagem pode ser recebida por todas as pessoas sem que haja rejeição do organismo.

Lucas Oliveira fala da importância da doação de sangue diante da necessidade das unidades hospitalares
Foto: Ivan Fuquini

Dona Cleusa, de quem falamos antes, carrega nas veias o tipo O negativo. Ela revela satisfação por poder ajudar outras pessoas, mesmo sem conhecê-las. “Doar sangue salva vidas”, diz a costureira. 

Cada bolsa de sangue comporta de 400 a 480 mililitros e gera até quatro componentes – hemácia, plasma, plaqueta e crioprecipitado. São utilizados em pessoas acidentadas, ou durante procedimentos cirúrgicos, ou quando o quadro do paciente requer transfusão, ou diante da deficiência de coagulação.

Daí vem a importância da doação. Daí vem a importância de estabelecer uma data específica para homenagear os doadores. Daí vem a importância de promover campanhas de conscientização.

Uma iniciativa fundamental nesse sentido é a campanha Junho Vermelho, criada para levar informações à população e atrair novos voluntários. Nesse período, a equipe do Hemonúcleo de Paranavaí visita empresas e instituições de ensino, promove palestras e tira dúvidas. Segundo Lucas Oliveira, a estratégia gera resultados positivos e permite manter o estoque em nível de regularidade.

Na véspera do Dia Mundial do Doador de Sangue, os doadores do Noroeste do Paraná ganharam mimos: um kit especial com doces, brindes e um cartão – uma forma de agradecer.

Voluntários que passaram pelo Hemonúcleo de Paranavaí na sexta-feira receberam um kit de agradecimento
Foto: Ivan Fuquini

Critérios

O chefe da unidade de Paranavaí conta que durante a temporada de frio é comum haver queda no volume de doações. Um dos fatores é a incidência de síndromes respiratórias, impeditivas para o procedimento. “Para doar é preciso estar em boas condições de saúde. Se estiver com gripe, aguardar até sete dias após o fim dos sintomas. Se tomar antibiótico, até 15 dias após o fim da medicação”, orienta Oliveira. Pacientes com dengue devem esperar 30 dias, contados a partir do fim dos sintomas.

Também são critérios para doar sangue: pesar no mínimo 50 quilos, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas, estar alimentado, evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a coleta. 

Em relação à idade há algumas especificações: pessoas com 16 ou 17 anos devem apresentar consentimento formal do responsável legal; e pessoas entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já forem doadoras antes dos 60. 

Serviço

O Hemonúcleo Regional de Paranavaí fica na Rua Rio Grande do Sul, 2.490, próximo à unidade central da Santa Casa. Os atendimentos vão de segunda a sexta-feira das 7h30 às 11h e das 13h às 15h. O agendamento prévio deve ser feito na página da Secretaria de Estado da Saúde (sesa.pr.gov.br/doação).

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