Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:

PARANAVAÍ

Proposta de reajuste salarial é recebida com entusiasmo pelo sindicato dos servidores municipais

“Eu fiquei animado. Estou esperançoso”. A reação é do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Paranavaí (Sinserpar), Gabriel dos Santos Luiz, e foi manifestada após reunião de uma comitiva da categoria com o prefeito em exercício Pedro Baraldi. Ele representou o prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes (Delegado KIQ), que está afastado para tratamento de saúde.

O encontro, na manhã de quarta-feira (12), foi para tratar das reivindicações dos servidores, que têm sua data-base em 1° de janeiro. “Embora a única definição tenha sido o reajuste de 10,16%, que é referente ao INPC do ano passado, as portas ficaram abertas para as negociações. E vamos voltar a nos reunir em 30 dias”, acrescentou o presidente.

A reunião entre a Administração Municipal e os servidores foi solicitada pelo Sinserpar no último dia 22, quando foi protocolada na Prefeitura a pauta de reivindicações da categoria, que foi elaborada em assembleia geral. O Sindicato apresentou diversos pedidos, entre os quais o reajuste salarial de 15%, que seria a inflação de 2021 (10,16%) mais 4,52% de 2020. “O prefeito Pedro Baraldi disse que no momento não tem como repassar este índice. Mas disse que a gente voltaria a conversar em 30 dias sobre esta e outras reivindicações. A forma como ele e o secretário da Administração (Márcio Assakawa) conduziram a reunião nos deixou bem animados”, disse Santos. A vereadora Cida Gonçalves, que também é servidora, participou do encontro.

O presidente contou que, durante a audiência, a categoria pode esclarecer os principais pontos da pauta de reivindicações. Lembrou que um dos principais temas foi a redução da jornada de trabalho para algumas categorias que estão cumprindo uma carga de 9 horas diárias de trabalho. Na ocasião, a servidora Aparecida de Fátima de Oliveira Silva, representando os agentes de conservação, cozinheiras, ajudantes gerais e auxiliares de serviços gerais, explicou que a atual jornada “excede os limites físicos” e compromete a qualidade dos serviços, “porque muitos não conseguem sequer ter o horário de descanso”. O prefeito em exercício ficou de avaliar a questão e dar um retorno no próximo encontro com os servidores.

A vereadora professora Cida Gonçalves, que também manifestou favorável ao reajuste de 15%, que, num primeiro momento, foi negado, apoiou as demais reivindicações e frisou a necessidade de repasse aos professores do reajuste de 33,23%, que é o índice de correção do piso salarial nacional do magistério. Ela pediu que este índice fosse repassado para todas as classes e não só a inicial, porque os profissionais das classes subsequentes estão com os salários defasados. Lembrou que isto é possível fazer, já que o salário dos professores é pago com recursos de fonte diferente.

 

Dificuldades – No encontro, Santos lembrou que os servidores têm passado por “grandes dificuldades” nos últimos dois anos e tiveram seus rendimentos achatados por conta da reforma previdenciária, pelo não repasse da inflação de 2020 e agora a alta inflação que chegou a dois dígitos, 10,06% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Citou que a Covid trouxe grandes desafios para o setor, obrigando servidores da Secretaria de Saúde a cumprir jornadas exaustivas para atender a comunidade.

Após a audiência, o presidente do Sinserpar reforçou que espera da Administração Municipal “alto espírito de justiça”, já que as reivindicações não buscam privilégios, mas “melhores condições de trabalhos e condições para servidor ter e dar uma vida digna a sua família”.

“Estamos confiantes. Os servidores enfrentaram dois anos de dificuldades e perdas e foram fundamentais para enfrentar a pandemia e manter os serviços públicos essenciais em funcionamento. Esperamos este reconhecimento e a expectativa é de atendimento aos nossos pedidos. Estamos confiantes”, disse ele.

Participaram da audiência com Baraldi e Assakawa, além do presidente Gabriel dos Santos, da vereadora Cida Gonçalves e da servidora Aparecida Silva, os seguintes diretores do Sinserpar: Marcia Regina Victor Francisco (vice-presidente), Luara Alexandre dos Santos (secretária), Décio Borges Monteiro (diretor de Patrimônio) e Anderson de Jesus Moreno (conselheiro fiscal), além dos advogados Claudio Stéfano e Sanatiel Santos Júnior.

Compartilhe: