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*Edmar Lima Cordeiro é administrador de empresas, professor e colaborador do DN

EU SOU DE TAMBOARA

É isso mesmo: o mundo gira e nos surpreende

*Edmar Lima Cordeiro

De volta, de férias com a família, saímos de Crato, Ceará, da casa de meus pais com destino a Paranavaí.

O retorno foi turístico, passamos por muitas capitais parando de dois a três dias em cada qual. Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, João Pessoa, uma viagem muito especial e rica de conhecimentos. Em todas fomos bem acolhidos e apreendemos muito sobre pontos históricos e cultura geral da região do Nordeste. Cada cidade um saber diferente, forjado no passado e presente dessa região amistosa.

Passamos pelo Rio de Janeiro, não ficamos, conhecemos a ponte Rio-Niterói, um espetáculo de obra de nossa engenharia.

Em São Paulo, entrei na marginal para abastecer o carro. No primeiro posto de gasolina, parei. Pedi para abastecer e o frentista iniciou o atendimento. Vi perto da bomba um cartaz que dizia: “NÃO RECEBEMOS CHEQUES”. Pedi, para o frentista parar de abastecer, e lhe disse: “meu amigo só tenho cheque, não tenho dinheiro, por favor chame o gerente ou dono do posto para resolver este problema”.

Apareceu um cidadão que se disse ser dono do posto. Expliquei para ele que não tinha dinheiro, só cheque, e que estava vindo do Nordeste com a família em férias e que todo pagamento das despesas era feito por “cheque-Ouro do Banco do Brasil”, e que não tive nenhum problema de recusa. Mas aqui, na locomotiva do Brasil, não receber cheque é muito estranho. O cidadão nada falou, leu a placa do carro “Paranavaí”, deu uma volta no entorno do carro, e perto de mim falou: “Você conhece Carlos Bergamini?”

Sim, conheço ele, seu pai senhor João Bergamini e seu irmão Nino Bergamini, comerciantes em Paranavaí. Deu uma segunda volta no entorno do carro e me perguntou: “Você conhece Anísio Miranda? Sim, é concunhado do meu irmão Humberto Cordeiro, trabalha no Banco do Brasil e veio de Tambora. O cidadão de olhos fechado, falou para o frentista “abastece o carro do rapaz”. Em seguida, olhou para mim e disse: “eu também sou de Tamboara”.

Já pensou, naquele mundão de Deus, acontecer isso? É um mistério. E recebeu o cheque.

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