Existe um grande mercado a ser conquistado – dentro e fora do Brasil. A constatação foi feita pelo presidente da Feira Internacional da Mandioca (Fiman), Ivo Pierin Junior, ao falar sobre o potencial de crescimento da mandiocultura. “Nós podemos dobrar a nossa produção, mas tem que ser feito com inteligência, com parque industrial [estruturado]. Nós almejamos participar de maneira mais efetiva do mercado internacional.”

Foto: Ivan Fuquini
A quarta edição da Fiman, realizada em Paranavaí de 25 a 27 de novembro, tem como principal proposta ampliar as possibilidades de negócios. “E oportunidades, você tem que agarrar, você tem que perseguir, você tem que estar acompanhando o tempo todo, porque a oportunidade passa. E aqui é uma oportunidade de negócio, é uma feira de negócios”, acrescentou Pirein Junior.

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Durante a abertura oficial do evento, na tarde desta terça-feira (25), o presidente enfatizou que a Fiman reúne respostas econômicas, tecnológicas e inovadoras para o produtor rural e para a indústria, apontando direções para consolidar a mandiocultura como um dos pilares do agronegócio paranaense.
Conforme apontou Pierin Junior, o Paraná é o segundo maior produtor nacional de raiz de mandioca, atrás apenas do Pará, e o primeiro na produção de fécula e amido de mandioca, o que permite abastecer todos os mercados brasileiros. Isso é o resultado da modernização do parque industrial. “Daí a importância de uma feira como essa, porque temos inovações, temos desenvolvimento para as indústrias que beneficiam mandioca.”
Exportação
Eloísio Lopes Júnior é o presidente da Câmara Setorial Produtiva da Cadeia de Mandioca e Derivados, órgão ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ele reiterou a necessidade de ampliar o alcance da produção brasileira. “Nossa exportação é mínima, principalmente de fécula.”

Foto: Ivan Fuquini
Segundo o presidente da Câmara Setorial, o Brasil utiliza apenas 50% da capacidade industrial instalada, por isso não consegue competir com países como Tailândia e Nigéria, onde os custos de produção são mais baixos. “A feira é um espaço adequado para discutir essa internacionalização. Acho que o nome tem a ver, tem muita importância, para que a gente saia daqui com a responsabilidade do setor de encontrar caminhos também como setor exportador.”
Vocação
Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap), Ed Wilson, a Fiman está entre as maiores feiras do segmento no mundo, o que comprova a relação profunda da Região Noroeste com o setor mandiocultor. “A mandioca é parte da nossa identidade e da capacidade da nossa gente de transformar vocação em desenvolvimento.”
O setor sustenta famílias, movimenta a indústria e gera inovação, sintetizou o presidente da Aciap, acrescentando que a Fiman aproxima conhecimento, tecnologia e investimento, sendo um instrumento efetivo para ampliar a competitividade e fortalecer o setor.
Economia local
O prefeito de Paranavaí, Mauricio Gehlen, idealizador da Fiman ao lado de Pierin Junior, destacou que o município é o grande polo produtor de mandioca do Paraná. Como avaliou o gestor, a feira reforça o protagonismo do segmento para a economia do estado, o que motiva investimentos públicos. “O governo e a iniciativa se juntando para trazer desenvolvimento e mostrar para o país e para o mundo a importância dessa cultura para nossa região.”

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Guto Silva
O secretário estadual das Cidades, Guto Silva, visitou a Fiman nesta terça-feira e conversou com empresários e produtores. Ele representou o governo do estado, que pela primeira vez destinou recursos para a realização da feira. A participação do poder público, nesse sentido, é o reconhecimento da grandeza do evento e do viés econômico de relevância para o Paraná.




