Em recente entrevista ao Diário do Noroeste, o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, disse que é preciso rever o contrato com a Santa Casa de Paranavaí para garantir o pleno funcionamento da Unidade Morumbi. Sem detalhar quais mudanças são necessárias, afirmou que a partir daí será possível ampliar o repasse ao hospital, que é referência na região Noroeste do Paraná.
Desde a abertura do novo prédio, em 2022, a disponibilidade de leitos para atender à população está abaixo da capacidade máxima: apenas 40 são utilizados atualmente, mas a Unidade Morumbi conta com mais de 100.
O impedimento é financeiro. De acordo com o diretor-geral da Santa Casa, Héracles Alencar Arrais, os custos para manter a estrutura hospitalar aumentaram vertiginosamente desde a pandemia de Covid-19. Durante a crise sanitária global, os preços de insumos e medicamentos subiram – muitos seguem nos mesmos patamares de então.
Por outro lado, as verbas governamentais que possibilitam a oferta de serviços sofreram pouco ou nenhum reajuste. Para operar as duas unidades, no Centro e no jardim Morumbi, a Santa Casa de Paranavaí recebe recursos federais, estaduais e municipais. Estima-se que seria necessário acrescentar aproximadamente R$ 3 milhões por mês no orçamento.
Em outubro do ano passado, a diretoria recorreu ao Conselho Municipal de Saúde de Paranavaí, pedindo que intercedesse junto ao governo do Paraná em busca de soluções práticas. À época, o vice-presidente do conselho, Arnoldo Luiz Victor, confirmou a movimentação nesse sentido, mas ainda não há respostas efetivas.
“Por enquanto”, disse o diretor-geral do hospital, “estamos trabalhando para ver se equilibramos pelo menos a Santa Casa Centro”. A preocupação está fundamentada no déficit de receita acumulado ao longo dos últimos anos, com maiores proporções a partir do período pandêmico.



