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Combate deve ser constante. Na foto, mutirão realizado em Paranavaí na última quinta-feira Foto: Gustavo Romano

DENGUE

Brasil apresentou mais de 1,4 milhão de casos e 1.780 óbitos pela doença

Com altas de calor e pancadas de chuva sendo predominantes nessa época do ano, a proliferação do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, acaba sendo mais suscetível. 

No Brasil, de acordo com dados disponíveis no Portal Gov, do Ministério da Saúde, em 2025, o país teve 1.441.586 casos confirmados de dengue, com 1,780 óbitos devido a doença. Foram registrados ainda: 1.829 casos de zika, com 1 morte; 106.524 casos de chikungunya, com 120 mortes; e 149 casos de febre amarela, com 47 óbitos.
Em se tratando do Estado do Paraná, ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde, foram 92.537 casos confirmados de dengue, com 146 óbitos; 0 casos de zika, 6.083 casos de chikungunya, com 8 mortes pela doença no Estado. Não foram registrados casos de febre amarela no Paraná. Na capital Curitiba, em 2025 foram 1.593 casos, sem registro de mortes.

Segundo a docente do curso de Enfermagem da Universidade Unopar, Carla Faustino, acerca dos cuidados com a saúde dos infectados, é preciso atentar-se, primeiramente, com as reações da doença, que podem ser confundidas com outras, haja vista que a febre é um dos sintomas.
“A dengue pode causar sintomas como febre alta, dores musculares, dores de cabeça, erupções cutâneas e fadiga. É essencial educar as pessoas sobre o tema, de forma que se sintam incentivadas a procurar assistência médica imediata a partir do momento em que apresentarem os sintomas, adotando medidas preventivas, garantindo o diagnóstico e tratamento da doença adequado, pois esses mesmos sintomas se assemelham com outros problemas”, alerta.
De acordo com Carla, os principais sintomas da dengue podem variar de leves a graves, e incluem:

Febre alta; Dor de cabeça intensa; Dor atrás dos olhos; Dores musculares e nas articulações; Manchas vermelhas na pele (exantema); Náuseas e vômitos; Fadiga e cansaço excessivo

Sangramentos (em casos graves).

A especialista ainda reforça, que é essencial educar as pessoas sobre o tema, a fim de que elas se sintam incentivadas a procurar assistência médica imediata a partir do momento em que apresentarem os sintomas, adotando medidas preventivas, garantindo o diagnóstico e tratamento da doença adequado. “Os cuidados devem ser permanentes, pois nos primeiros dias deste ano de 2026, o Brasil já tem 1.220 casos confirmados”, alerta Carla.

Por fim, a especialista dá algumas dicas para evitar a proliferação do mosquito e evitar a doença. 

Confira:

Elimine água parada: Verificar se não há nenhum objeto que possa acumular água, como pneus, vasos de plantas, caixas d’água, cisternas, poças de água de chuva, canaletas, latas, bandejas de ar-condicionado, garrafas, baldes, entre outros, além de manter as calhas limpas e sem obstruções e verificando se não há vazamentos de água;

Instale telas de proteção: Instale telas nas janelas e portas para impedir a entrada do mosquito da dengue em sua casa;

Uso de repelente: Aplicar e reaplicar repelente, conforme orientações do produto;

Mantenha a piscina limpa: A piscina é um local comum para o acúmulo de água parada. Certifique-se de manter a água limpa e tratada com produtos químicos adequados;

Cooperar com as campanhas de prevenção: Participar de campanhas de prevenção promovidas pelo governo e por organizações locais é uma forma de ajudar a prevenir a proliferação do mosquito da dengue em sua comunidade.

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