A estratégia de transformar Paranavaí em um polo de atração regional durante as festas de fim de ano gerou um ciclo econômico completo: começou com a geração de empregos, passou pelo aumento das vendas e resultou em maior arrecadação para o município. O sucesso da decoração natalina de 2025 é comprovado pelo cruzamento de indicadores oficiais do Governo Federal, do Estado e de uma pesquisa da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap).
O primeiro sinal de que o Natal seria positivo veio antes mesmo das festas. Dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que em novembro de 2025 — mês de preparação para o Natal — Paranavaí registrou saldo positivo na geração de empregos formais. O destaque foi o setor de Comércio, responsável sozinho por quase 80% de todas as vagas criadas na cidade naquele mês (39 dos 49 novos postos de trabalho), confirmando que os empresários investiram em mão de obra antevendo o fluxo de clientes.
O resultado no caixa da cidade
O movimento nas lojas se converteu em retorno financeiro para os cofres públicos. No comparativo entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o repasse de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ao município cresceu 2,04%. Em valores nominais, a arrecadação saltou de R$ 4.953.803,09 para R$ 5.054.840,79. Esse aumento reflete diretamente o aquecimento das transações comerciais incentivado pelo clima festivo.
Para o prefeito Mauricio Gehlen, os indicadores validam a visão da administração de que o embelezamento urbano é uma ferramenta econômica. “Quando investimos em uma decoração de qualidade, não estamos apenas enfeitando a cidade, estamos devolvendo a autoestima ao paranavaiense e convidando a região inteira para nos visitar. Esse aumento na arrecadação e, principalmente, a geração de empregos no comércio, provam que a beleza urbana gera riqueza. As famílias voltaram ao centro, a ‘Casinha do Papai Noel’ trouxe as crianças, e esse fluxo virou consumo e renda para nossa gente”, avalia o prefeito.

Foto: Ivan Fuquini
Vendas acima da média
A percepção de quem está no balcão corrobora os dados fiscais e trabalhistas. Pesquisa da Aciap revela que a decoração de 2025 superou as expectativas: 72,7% dos empresários a consideraram melhor que nos anos anteriores.
O impacto no faturamento foi direto: 54,5% dos comerciantes relataram aumento real nas vendas no período festivo. Deste grupo, 27,3% viram seus negócios crescerem mais de 20%. Segundo o levantamento, setores como vestuário e calçados foram os mais beneficiados pelo que a Aciap chamou de “shopping a céu aberto” criado no centro da cidade.
O Secretário Municipal de Fomento Econômico e Inovação, Kaká Scarabelli, destaca a conexão entre o investimento público e a confiança do empresário.
“Os números fecham uma conta perfeita: tivemos contratações lideradas pelo comércio em novembro, aumento de vendas em dezembro e crescimento da arrecadação. A pesquisa da Aciap nos mostra que a decoração melhorou a imagem da cidade e atraiu consumidores de fora. O Natal em Paranavaí se consolidou como um produto econômico estratégico, e o empresário, ao ver o investimento da Prefeitura, sentiu segurança para contratar e estocar, gerando esse resultado positivo para todos”, afirma Scarabelli.
Casinha do Papai Noel
Entre os comentários coletados na pesquisa, a volta da “Casinha do Papai Noel” ao centro foi citada nominalmente como um fator decisivo para trazer o fluxo de famílias de volta às ruas comerciais. O sentimento geral em relação à decoração também melhorou: 72,7% dos respondentes afirmaram que a decoração de 2025 foi “melhor que nos últimos anos”.
O índice de satisfação geral reforça o êxito do projeto: 72,8% dos empresários deram notas entre 8 e 10 para a iniciativa da Prefeitura.
Otimismo para 2026
O sucesso de 2025 já projeta um cenário promissor. Inspirados pelo clima da cidade, 54,6% das empresas indicaram alta probabilidade de investir em decorações próprias no próximo Natal, fortalecendo a parceria público-privada para manter Paranavaí como referência regional.




