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Números foram divulgados nesta quinta-feira Foto: Freepik

NOVO RECORDE

Inadimplência alcança 8,9 milhões de empresas brasileiras em novembro com R$ 210 bilhões em dívidas

A inadimplência entre as empresas brasileiras bateu novo recorde em novembro de 2025, atingindo 8,9 milhões de CNPJs, o maior número desde o início da série histórica. Juntas, elas somaram mais de R$ 210,8 bilhões em dívidas negativadas, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. Confira, no gráfico abaixo, a evolução do número de companhias negativadas:

De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o resultado reflete um cenário econômico ainda marcado por juros elevados e crédito mais restritivo. “O recorde de inadimplência em novembro mostra que muitas empresas seguem com pouco espaço financeiro para absorver oscilações de custos ou de receita. Com o crédito mais caro, cresce a dificuldade de alongar dívidas, o que acaba levando ao atraso de obrigações recorrentes.”

Perfil das dívidas

Ainda segundo os dados de novembro de 2025, as empresas inadimplentes possuíam, em média, 7 contas negativadas, cujo ticket médio foi de R$ 3.375,4, enquanto a dívida média por empresa alcançou R$ 23.790,8. Veja, na tabela abaixo, a comparação desses indicadores com o mesmo período do ano passado:

 “Os dados mostram que, além de mais empresas inadimplentes, as dívidas estão maiores. Isso indica um agravamento do endividamento, com compromissos financeiros mais elevados acumulados ao longo do tempo”, complementa a economista-chefe.

Setores das empresas inadimplentes

A maior parte das empresas negativadas eram do setor de “Serviços” (55,2%) em novembro. Em seguida ficaram as do “Comércio” (32,7%), e “Indústria” (8,1%). Os setores “Outros” (3,1%) e “Primário” (0,9%) completaram o levantamento.

Já em relação aos setores de origem das dívidas, o maior volume de negativações ficou em “Serviços” (31,4%) superando “Bancos e Cartões” (19,9%), e “Outros” (18,0%). Também tiveram participação relevante “Cooperativas” (8,4%), “Utilities” (7,1%) e “Telefonia” (6,2%).

“O crescimento das dívidas ligadas a instituições financeiras e a serviços essenciais mostra que as empresas estão priorizando despesas operacionais imediatas, enquanto postergam compromissos financeiros, o que é típico de momentos de maior aperto de liquidez”, avalia a porta-voz.

Distribuição regional

Regionalmente, o Sudeste concentrou 4,76 milhões de empresas inadimplentes, o equivalente a 53,7% do total nacional. Na sequência apareceram Sul (1,44 milhão), Nordeste (1,36 milhão), Centro-Oeste (774 mil) e Norte (531 mil). Entre as Unidades Federativas, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul lideraram com os cinco maiores números de CNPJs negativados no período.

Do total de 8,9 milhões de companhias inadimplentes, a maioria eram de Micro, Pequenas e Médias Empresas, com 8,5 milhões. Esse grupo concentrou 57,7 milhões de dívidas negativadas que somaram R$ 190,3 bilhões em contas. “Há maior vulnerabilidade de empresas de menor porte a ciclos de crédito mais restritivos, já que esses negócios costumam ter menor acesso a financiamento e menos margem para renegociação”, finaliza Camila.

Metodologia

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago, apurado no último dia do mês de referência. O Indicador é segmentado por UF, porte e setor.

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