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Erlon Labatut é especialista em varejo e consultor de franquias credenciado pelo SEBRAE, além de administrador pela UFPR

VAREJO

Qual o valor da nostalgia?

Nos negócios, estratégias de diferentes maneiras podem (e devem) ser adotadas a fim de alcançar a boa experiência do cliente. Um dos caminhos que empreendedores têm traçado é trabalhar por meio dos sentimentos – a nostalgia, por exemplo, é um deles. A sensação nostálgica pode trabalhar de forma essencial, uma vez que leva o consumidor de volta ao passado e a se identificar com o produto ou serviço ofertado.

A nostalgia remete à memória afetiva e à saudade de experiências positivas, o que gera conforto em um cenário de incertezas, que também impacta as decisões de compra. O varejo precisa compreender o real valor desse recurso. Mais do que voltar ao passado, trata-se de reinterpretá-lo a partir do olhar do consumidor, que não deseja viver como antes, mas sentir novamente emoções já conhecidas. Cabe às marcas traduzir essas referências por meio de linguagens atuais, alinhadas ao comportamento do público.

Para alcançar o público, a estética da loja também assume uma responsabilidade essencial, que pode ser distribuída em diferentes partes. Alguns varejos, por exemplo, podem trazer o estilo dos anos 70, 80 ou 90 para chegar a gerações anteriores. Outros, conseguem se conectar aos nascidos nos anos 2000, inclusive com o uso da tecnologia parecida com a que conhecemos hoje, que já recebia destaque no período.

A utilização da nostalgia ainda possibilita outro benefício ao varejista: a fidelidade do consumidor. A loja pode inclusive se tornar um “local de conforto” para o cliente, que por vezes busca se desconectar um pouco e relembrar bons momentos vividos quando mais jovem. É a abertura de portas para que o negócio não seja visto como apenas mais um, mas que seja notado como diversificado entre núcleos.

Apesar de impactante, o sentimento nostálgico não deve ser usado como muleta pelos empreendedores. O caminho é válido, desde que esteja alinhado com as estratégias da operação. Quando bem aplicada, ela é capaz de humanizar o varejo. Porém, a cautela para evitar o uso em excesso também é bem-vinda, principalmente em um setor em que a dinâmica é constante e estar atento às mudanças é primordial para o sucesso.

Fonte: *Erlon Labatut

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