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Foto: Reprodução/internet

ENSINO SUPERIOR

O sonho acabou? Governo revoga edital que poderia garantir curso de Medicina em Paranavaí

Lideranças da região Noroeste projetavam desenvolvimento educacional, econômico e social a partir da implantação da oferta do novo curso

Uma portaria do governo federal publicada na noite de terça-feira (10) revogou o edital que autorizava a abertura de cursos de Medicina em instituições privadas de todo o Brasil. A decisão afeta diretamente Paranavaí, que estava na lista de municípios paranaenses que pleiteavam a implantação da graduação.

O chamamento foi lançado em outubro de 2023 e já havia sido adiado quatro vezes antes da revogação.

O edital do Ministério da Educação (MEC) contemplaria quatro municípios paranaenses. Além de Paranavaí, concorriam Apucarana, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Ivaiporã, Jacarezinho e Ponta Grossa.

Duas concorrentes se apresentaram como postulantes a mantenedoras do curso de Medicina em Paranavaí: a Unifatecie e a Uningá. A disputa entre as instituições ganhou as instâncias judiciais, que, então, apontaram a Unifatecie como única apta a participar do processo de seleção.

O projeto pedagógico do centro universitário de Paranavaí previa a criação de 60 vagas por turma – das quais 20% se destinariam às políticas afirmativas – e o repasse de 10% da receita financeira para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Expectativas

Desde que o MEC anunciou a possibilidade de abertura de cursos de Medicina, em 2023, lideranças de toda a região falaram sobre as perspectivas de desenvolvimento que a implantação traria a Paranavaí e ao Noroeste do Paraná.

Defenderam que o incremento na educação, na economia e no âmbito social traria o progresso acelerado e teria impactos positivos tanto na rede pública de saúde quanto na particular.

Diante da recente decisão do governo federal, o Diário do Noroeste entrou em contato com algumas dessas personalidades.

O presidente da Sociedade Civil Organizada do Paraná (Socipar), Demerval Silvestre, lamentou a decisão. A comunidade esperava pela implantação do curso de Medicina há anos, disse, apontando que Paranavaí tinha chances reais de ser classificada no processo de seleção. “A cidade fica prejudicada.”

Lançado em 2023, edital previa ampliação de vagas e expansão dos serviços de saúde
Foto: Reprodução/internet

O deputado estadual Leônidas Fávero Neto e o prefeito de Paranavaí, Mauricio Gehlen, estavam em viagem e responderam que falariam sobre o tema oportunamente. Até a conclusão desta matéria, os deputados federais Tião Medeiros e Zeca Dirceu e o diretor-acadêmico da Unifatecie, Daniel Lima, não haviam se manifestado.

Revogação

O edital lançado em 2023 estava integrado ao programa Mais Médicos, cujo objetivo é fortalecer o SUS e reduzir as desigualdades regionais. Para isso, favorece a descentralização da oferta de cursos, a promoção da formação profissional qualificada e a ampliação do alcance dos serviços.

De acordo com o MEC, a revogação do edital tem caráter técnico e leva em consideração a recente expansão de vagas de Medicina provocada pela judicialização dos pedidos de autorização de novos cursos.

Em comunicado, a pasta informou que “diante desse quadro, a manutenção do edital deixaria de atender aos objetivos de ordenação da oferta, redução das desigualdades regionais e garantia de padrão de qualidade que orientam o Programa Mais Médicos”.

O MEC também citou a primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), na qual 30% dos cursos tiveram desempenho insatisfatório, porque menos de 60% dos estudantes não alcançaram nota mínima para proficiência. A maioria dessas instituições é municipal ou privada com fins lucrativos.

Não há prazo para um novo chamamento.

*Com informações da Agência Brasil.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação*

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