Consolidar fortalecimento por meio do diálogo e da participação efetiva dos associados. Essa é a principal proposta do novo presidente do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná (Simp), Paulo Lopes, eleito por aclamação na última quinta-feira (12), em reunião presencial realizada em Paranavaí.
Empresário de Nova Londrina, ele é proprietário da Alimentos Lopes e atua no setor há 32 anos. A indústria é responsável pela fabricação de mais de 30 itens derivados da raiz de mandioca, com inserção em todos os estados do Brasil.
Integrante ativo do Simp, o novo presidente diz ter um importante desafio pela frente: mobilizar a cadeia produtiva, junto com a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), para a consolidação da mandioca gênica como possibilidade de desenvolvimento no campo. “Vai ser uma virada de chave.”

Foto: Alex Martins
Não há qualquer tipo de modificação genética. O que ocorre são adaptações da planta, feitas com base em pesquisas científicas, para torná-la resistente a herbicidas e, assim, garantir o controle efetivo de pragas como a mosca branca e a doença conhecida como couro de sapo.
A mandioca gênica, explica o presidente do Simp, reduzirá custos ao produtor e facilitará a mecanização da lavoura, promovendo mais rentabilidade no campo e melhores resultados na indústria.
Lopes permanecerá na presidência do sindicato até 2028. Até lá, conduzirá as reuniões estratégicas dos associados, realizadas semanalmente, e articulará ações que busquem o crescimento sustentável da mandiocultura – seja no âmbito do mercado, seja na pesquisa, seja no aspecto político.
Além da parceria direta com a Abam, o Simp atua lado a lado com a Câmara Setorial da Mandioca, um grupo de empresários, pesquisadores, profissionais técnicos e agentes públicos que estuda alternativas para o desenvolvimento do setor produtivo da mandioca em todo o Brasil.



