A tradicional equipe da São Lucas de Paranavaí passará a ser administrada por um novo grupo gestor a partir desta temporada. No lugar de Nivaldo Mazzin, fundador e responsável pela condução do clube desde 1980, assumem a gestão os empreendedores Fernando Rocha, Sérgio Carvalho Filho, João Batista Capucho, Andrei Avelar e Eduardo Augusto de Oliveira.
O projeto traçado pelo grupo é de médio prazo. A ideia inicial é disputar a Série Bronze do Campeonato Paranaense em 2026 e buscar o acesso à Série Prata em 2027.
Fernando Rocha ressalta que o planejamento é pautado pelo equilíbrio financeiro. “Trabalhamos com o pé no chão. Se você tem um real, tem que gastar um. Não pode gastar dois e depois pagar a conta lá na frente. Primeiro levantamos os recursos que temos, depois partimos para montar o elenco.”
Fernando explicou que a mudança na gestão foi construída em diálogo com o próprio Nivaldo, que seguirá presente no dia a dia do clube. “Eu conversei bastante com o Nivaldo e falei: vamos abrir a equipe, deixa a gente ajudar. Hoje é muito difícil uma pessoa sozinha administrar tudo que envolve a São Lucas. As pessoas não têm noção do tamanho que é o clube, dos valores, da responsabilidade de gerir uma competição”, afirmou.
Após a autorização, o novo gestor buscou nomes para compor a administração. “Entrei em contato com o Sérgio, com o Andrei, com o Capucho e o Eduardo também veio para dar auxílio em algumas áreas. Todos toparam e abraçaram o projeto.”
A proposta inicial do grupo é usar jogadores de Paranavaí e Região. “A princípio trabalhamos com jogadores regionais. O elenco ainda não está fechado, está aberto para novas oportunidades. Desde quando nos reunimos, a ideia era disputar a Bronze em 2026 e a Prata em 2027. É consequência do sucesso do projeto”, explicou Fernando.
A comissão técnica será comandada por Primavera. Thales, que vinha participando do projeto, precisou se afastar por questões pessoais, mas permanece com as portas abertas para um retorno futuro.
O grupo também buscou apoio institucional. Fernando afirmou ter conversado com o prefeito Maurício Gehlen e com a secretária de Esporte, Jane Nunes, para apresentar o novo projeto. De acordo com ele, a Prefeitura está passando por um processo de reestruturação interna, o que fará com que os repasses sejam reduzidos neste primeiro momento.

Para Andrei Avelar, assumir a gestão é também um compromisso afetivo com a história do clube. “A São Lucas é um time de tradição. Temos filhos que jogam aqui. É um time da cidade e a gente precisa honrar essa camisa. Mesmo com algumas restrições, estamos abraçando o projeto para ajudar da melhor forma possível.”
João Batista Capucho destacou o empenho dentro e fora de quadra. “O torcedor pode esperar muito comprometimento. Nossos atletas vão estar preparados para disputar a Série Bronze. A diretoria não está medindo esforços. Com apoio da torcida e dos patrocinadores, vamos fazer um excelente campeonato em 2026.”
Sérgio Carvalho Filho reforçou o papel social do esporte. “O esporte é educação e saúde. A São Lucas é um patrimônio de Paranavaí. A gente se doa por amor, para ver o clube voltar aonde já esteve, na Série Ouro, e trazer alegria para os torcedores.”
Com nova gestão, planejamento estruturado e metas definidas, a São Lucas inicia um novo capítulo em sua história, apostando em organização administrativa e responsabilidade financeira para retomar o protagonismo no futsal paranaense.



