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ECONOMIA

Fiep coloca produtividade no centro da estratégia para fortalecer a indústria paranaense

O crescimento tímido de 0,3% da produção industrial do Paraná em 2025 — abaixo da média nacional de 0,6% — divulgado esta semana pelo IBGE, acendeu um alerta no setor produtivo. Embora fatores macroeconômicos como juros elevados e incertezas fiscais tenham influenciado o resultado, o desempenho reforça um desafio estrutural: elevar a produtividade para garantir competitividade em um ambiente cada vez mais exigente e tecnológico.

É nesse contexto que a Expo+Indústria 2026 surge como espaço estratégico de debate e, principalmente, de soluções concretas para o setor industrial com foco em produtividade, a feira, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), será realizada em agosto, em Curitiba, reunindo empresários, fornecedores de tecnologia, startups, pesquisadores e profissionais da indústria.

Mais do que uma vitrine de tecnologia e soluções que são tendência no mercado, o evento pretende apresentar alternativas práticas para enfrentar gargalos históricos da indústria paranaense — entre eles, a dificuldade de contratação de mão de obra especializada, os custos operacionais elevados e a necessidade de ganho de escala e velocidade produtiva.

Potencial

Embora o Paraná seja a terceira maior indústria de transformação do Brasil, responsável por 8,8% do Valor Bruto da Produção nacional e por 73% das exportações do estado, o setor enfrenta limitações que restringem avanços mais robustos. A escassez de profissionais qualificados, especialmente em áreas técnicas e tecnológicas, tem sido um dos principais entraves para expansão da produção e adoção de novos processos.

Nesse cenário, a automação industrial e a digitalização deixam de ser diferenciais e passam a ser condição de sobrevivência. Soluções como integração de sistemas, robótica, inteligência artificial aplicada à produção, manufatura avançada e análise de dados tornam-se ferramentas estratégicas para aumentar eficiência, reduzir desperdícios e compensar a limitação de mão de obra especializada.

Estrutura do evento

A feira vai atuar com a evolução da produtividade nesse novo contexto, que impacta diretamente o resultado financeiro das empresas. Quanto maior a eficiência operacional, maior a margem, maior a capacidade de competir no mercado nacional e internacional. Para a Fiep, um estado cuja indústria representa 28,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB), elevar produtividade significa fortalecer toda a economia.

A Expo+Indústria 2026 será estruturada justamente sobre quatro pilares centrais: produtividade, competitividade, inovação e sustentabilidade. A proposta é conectar empresários às tecnologias mais recentes e às soluções capazes de transformar processos produtivos, reduzir custos e ampliar capacidade de entrega.

Além da exposição de equipamentos e soluções industriais, o evento deve promover debates estratégicos sobre transformação digital, modernização produtiva e qualificação da força de trabalho. A ideia é estimular um ambiente de colaboração entre indústrias consolidadas, startups e instituições de ensino, criando um ecossistema favorável à inovação aplicada.

Acesso a novas tecnologias

Outro foco da feira será a democratização do acesso à tecnologia, permitindo que pequenas e médias indústrias também conheçam alternativas viáveis para automatização e ganho de eficiência. Em um momento de crescimento moderado, investir em produtividade pode ser o diferencial entre estagnar e avançar.

Se os dados de 2025 indicam cautela, o movimento para 2026 aponta para ação. A competitividade industrial do Paraná dependerá da capacidade das empresas de incorporar tecnologia, requalificar equipes e redesenhar processos produtivos. A Expo+Indústria pretende ser o catalisador desse movimento, posicionando o estado como um dos polos industriais mais preparados para os desafios do futuro.

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