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Foto: Ivan Fuquini

AGRICULTURA

Fruticultura pode ser opção rentável para produtores da região Noroeste

Diversificação, tecnologia e organização garantem competitividade aos agricultores familiares e dão alternativas para aumentar os resultados no campo

A competitividade da fruticultura diante do mercado consumidor depende da combinação de uma série de fatores, por exemplo, a diversificação da produção, o uso de tecnologias apropriadas e a organização dos agricultores em cooperativas ou associações.

Palestras durante a ExpoParanavaí reuniram produtores, profissionais técnicos e estudantes afins
Foto: Ivan Fuquini

Esse foi o tema discutido durante o Seminário Mesorregional da Fruticultura, nesta terça-feira (10), durante a 54ª ExpoParanavaí. O evento organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Regional do Paraná (IDR-PR) reuniu profissionais técnicos, produtores rurais e estudantes de áreas afins.

Entre os convidados para ministrar palestras estava a pesquisadora Maria Auxiliadora Coelho de Lima, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do Semiárido de Petrolina. Com foco em fisiologia pós-colheita de frutas, ela apresentou o caso de sucesso da região pernambucana que se tornou polo nacional de produção e exportação.

Maria Auxiliadora Coelho de Lima contou como a fruticultura se desenvolveu no semiárido pernambucano
Foto: Ivan Fuquiniv

Ao Diário do Noroeste, contou que a experiência naquela região do Nordeste brasileiro começou na década de 1970, com estudo para o desenvolvimento de novas tecnologias, o que exigiu adequação às características geográficas e climáticas. A consolidação veio dez anos depois, quando se tornou possível identificar a qualidade das frutas e entender o potencial comercial. “Então, a gente já tinha algo que era muito próprio da região e que podia crescer e atingir grandes mercados.”

Os resultados promissores só foram possíveis porque os agentes envolvidos na fruticultura conseguiram acompanhar a dinâmica de produção e venda, o que exigiu e ainda exige atualização constante, “muitas veze fazendo ajustes nesses modelos para atender requisitos fundamentais que são exigidos principalmente nos mercados externos”.

A avaliação da pesquisadora da Embrapa é que o Noroeste do Paraná apresenta índice pluviométrico bem distribuído ao longo do ano, portanto os desafios seriam menores na comparação com a região de Petrolina.

Mais frutas

As condições favoráveis levaram a Prefeitura de Paranavaí e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) a iniciarem uma parceria para a construção do Plano Municipal de Fruticultura. A proposta está sendo desenvolvida Secretaria de Agricultura e resultará no programa Pvai Mais Frutas.

De acordo com o secretário Tarcísio Barbosa, o objetivo é incentivar agricultores familiares a investirem na fruticultura, especificamente em três variedades: abacaxi, mamão e maracujá. O programa consistirá em garantir assistência técnica aos produtores, para alcançar a excelência em todo o processo, do cultivo à comercialização.

Foto: Ivan Fuquini

“Não adianta você falara para o produtor ‘produz aí’, mas sem controle. Tem que ser uma produção controlada para não produzir demais e ficar sem venda. Esse papel, nossos técnicos vão fazer.”

Além disso, a administração municipal está trabalhando em parceria com a Cooperativa dos Produtores Rurais de Paranavaí e Região (Coapav), que organiza os agricultores familiares para a venda de alimentos às instituições de ensino, fornecendo matéria-prima para a merenda escolar.

Segundo o secretário de Agricultura, a prefeitura já fez a doação de um terreno para que a Coapav possa se reestruturar. “Eles vão ter um barracão”, assegurou Barbosa, acrescentando: “A gente já está sonhando lá adiante, em conjunto com nossa equipe, com os técnicos do estado. A gente realmente [quer] fazer esse projeto andar”.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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