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Preservar é a garantia de ter um lugar de rara beleza

PORTO RICO

Porto Rico reforça regras para preservar a Praia Santa Rosa

A partir de 15 de junho, quem desrespeitar as leis ambientais será autuado; entre as proibições estão uso de churrasqueiras e consumo de bebidas em garrafas de vidro

A Prefeitura de Porto Rico anunciou novas medidas para organizar o uso da Praia Santa Rosa, um dos principais pontos turísticos da cidade. As regras passam a ser aplicadas a partir de 15 de junho e têm como objetivo reduzir os impactos ambientais provocados pelo turismo na região.

As mudanças foram definidas após uma reunião realizada em 15 de janeiro entre representantes da prefeitura, comerciantes que atuam na área e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná.

Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, Ludimila Soares, o encontro resultou em um prazo de seis meses para que as normas passem a ser efetivamente cumpridas no local. Ela acrescenta que as restrições não representam uma nova legislação, mas o reforço de normas ambientais que já existem.

Secretária municipal de Meio Ambiente, Ludimila Soares, ao lado de Douglas, do Instituto Água e Terra (IAT)

“A lei sempre existiu, é uma lei federal de crimes ambientais. Muitas pessoas apenas não têm conhecimento. Por isso, vamos orientar com placas, redes sociais e outros meios de comunicação para que a informação chegue ao maior número possível de pessoas. Após esse prazo, quem não respeitar será autuado”, explica.

Questões ambientais

De acordo com a secretária, o aumento do fluxo de visitantes nos últimos anos trouxe também problemas ambientais que passaram a exigir maior organização do espaço. Entre os impactos identificados estão resíduos deixados na areia, como carvão de churrasco, espetos de madeira, ossos de alimentos e garrafas de vidro. “As pessoas estavam fazendo churrasco e jogando carvão na areia, o que acaba poluindo o meio ambiente. Já presenciamos até acidentes com queimaduras. E espetinhos de madeira podem ferir pessoas e até animais que ingerem esse material”, afirmou.

Outro problema recorrente, segundo Ludimila, é o descarte irregular de garrafas de vidro. “Muitas long neck acabam quebradas na areia, causando transtornos e riscos para quem frequenta o local”, destacou.

Garrafas na areia reforçam necessidade de controle para preservação

Mudanças de comportamento

Com o cumprimento das regras sendo fiscalizadas, visitantes poderão continuar aproveitando a praia normalmente, mas com algumas mudanças de comportamento. A orientação é que os turistas levem bebidas em lata, evitem recipientes cortantes e recolham todo o lixo produzido.

“As pessoas poderão curtir a praia da melhor forma possível, mas agora com mais responsabilidade. A ideia é que cada visitante leve seu lixo de volta e opte por alimentos mais práticos”, explicou.

A proibição do uso de fogo também tem relação direta com a preservação da vegetação e a segurança dos frequentadores. Segundo a secretária, o carvão deixado na areia ao longo dos anos já causou impactos visíveis na paisagem.

“Além do risco de incêndio por estar próximo da vegetação, há contaminação do ambiente. As pessoas e os animais podem se queimar, e isso também prejudica a paisagem natural da praia. Hoje já é possível ver uma grande mancha escura na areia da Praia Santa Rosa, resultado de muitos anos de carvão jogado no local”, disse.

O acampamento na área também será proibido. De acordo com Ludimila Soares, a prática já não é permitida em áreas de proteção ambiental, mas muitas pessoas ainda desconhecem essa regra. “Acampamento em área de proteção ambiental é proibido e sempre foi. Agora vamos reforçar essa orientação”, afirmou.

A fiscalização das medidas contará com o apoio de diferentes órgãos ambientais e de segurança. Além da prefeitura, devem atuar nas ações o ICMBio, o Instituto Água e Terra (IAT) e a Polícia Militar Ambiental do Paraná.

Apesar disso, a secretária reforça que, neste primeiro momento, o foco será a conscientização dos visitantes. “Nosso objetivo é orientar. Quando o ambiente está organizado e agradável, quem ganha é toda a sociedade”, destacou.

Considerada um dos principais cartões-postais da cidade, a Praia Santa Rosa é conhecida como o “litoral de água doce” do Noroeste do Paraná e atrai visitantes de diversas regiões do estado. Para Ludimila Soares, preservar esse patrimônio natural é uma responsabilidade coletiva. “A Praia Santa Rosa é um dos principais pontos turísticos de Porto Rico. Para que esse ambiente continue bonito e seguro para todos, é fundamental que cada visitante faça a sua parte. Praia limpa é responsabilidade de todos”, concluiu.

Fonte: Cibele Chacon - Da Redação

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