Ir além dos próprios limites. Foi com esse espírito que o capoeirista Wagner Augusto Dias da Silva, de 29 anos, conhecido como “Madruga”, encarou uma verdadeira jornada sobre duas rodas para representar o Grupo de Capoeira Moriá Brasil de Paranavaí em um dos eventos mais marcantes de sua trajetória na capoeira. Mas o que tornou essa participação ainda mais especial foi a forma como Madruga decidiu chegar até lá: de moto.
O destino foi a cidade de Goianésia (GO), que no dia 21 de março, ocorreu um encontro organizado pelo mestre Ventania, que reuniu capoeiristas de diversos estados do país. O evento, promovido pelo grupo Moriá Brasil de Goiás, contou com aulões, cursos, batizado e troca de graduações.
Entre ida e volta foram mais de 2 mil km de viagem, atravessando quatro estados brasileiros: Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Segundo ele, a experiência em Goiás foi a mais desafiadora — não apenas pela distância, mas pela superação pessoal envolvida. “Foi o evento mais longe que já participei. Representar minha cidade e meu grupo dessa forma teve um significado enorme pra mim”, afirma.
Trajetória
A relação de Madruga com a capoeira começou ainda na adolescência, aos 14 anos, em um projeto social da Guarda Mirim. Desde então, o que era curiosidade virou paixão — e, com o tempo, um propósito de vida.
Ao longo dos anos, ele evoluiu dentro da modalidade, participando de rodas, apresentações e eventos em diversas cidades do Paraná e também de São Paulo. O apelido “Madruga”, inclusive, surgiu nessa fase, pela disciplina e dedicação: era sempre o primeiro a chegar aos compromissos da equipe, muitas vezes antes do amanhecer.
Hoje, Madruga é instrutor de capoeira, formação conquistada em 2023 sob orientação do mestre Coco, e segue no objetivo de tornar-se professor.
Ele recebeu apoio: Guguy Supermercados, Refrigerantes Garoto, Podium Alimentos e Oychi Salgados e patrocinadores do Projeto Adote um Aluno: Dias Bike, Bem Estar, Longo Imobiliária e Livraria Católica Maranathá.




