Lojas cheias, movimentação de consumidores em busca das melhores opções para presentear nesta Páscoa. O dia que antecede o feriado da Sexta-feira Santa costuma ser a data de maior procura por chocolates, revela Andréa Simone Pirão, proprietária de duas lojas especializadas no segmento em Paranavaí.

A realidade se repete nos principais supermercados, que veem a procura crescer aproximadamente 20% nos últimos dias antes da data. O momento, segundo o setor, é de procura pelas ofertas mais atrativas.
Gerente comercial de uma rede de supermercados de Paranavaí, José Carlos da Silva de Souza explica que a estratégia é atrair os consumidores indecisos por meio de uma boa exposição dos produtos dentro das lojas e ações de mídia bem traçadas.

Foto: Ivan Fuquini
E o interesse da população pelos produtos do período tem animado o setor. Mesmo com as previsões de alta nos preços dos chocolates em 2026, um levantamento do Instituto Locomotiva indica que a intenção de compra do consumidor brasileiro é alta. Conforme a pesquisa, 90% dos entrevistados disse que pretendia comprar algum artigo do gênero neste ano. O índice é 4% maior do que em 2025, quando 86% declarou o desejo de comprar os produtos.
Para driblar possíveis desistências, o próprio comércio criou alternativas para não perder vendas. O alto custo de produção dos ovos de Páscoa, puxado por diversos fatores, fez a indústria priorizar a produção de barras de chocolate. “Essa estratégia incluiu o lançamento de diversos novos produtos e tem apresentado resultados bastante positivos”, afirma Souza.

Foto: Ivan Fuquini
A opção por artigos mais baratos pode ser a explicação para o atual gasto médio dos consumidores com produtos relacionados à Páscoa, que até esta quinta-feira (2) era de aproximadamente R$ 35,90.
Apesar da alta nos preços, os resultados se mostram satisfatórios nesta reta final. Os estoques, bem planejados para suportar uma venda maior em relação ao ano passado, ficam cada vez mais próximos do fim. A expectativa é conseguir comercializar todos os produtos até sábado (4). “O movimento está muito intenso, a gente não sabe se vai até domingo. Eu acredito que, se não zerar, a gente vai chegar próximo disso”, prevê Andréa Pirão.



