Fevereiro de 2027. Esse é o prazo final para que a nova praça de pedágio da BR-376, em Guairaçá, passe a funcionar, inclusive com a cobrança de tarifa. Até lá, o contrato estabelecido com o Consórcio Infraestrutura Paraná, do grupo EPR, que venceu a concessão da BR-376 no Noroeste paranaense, determina que a empresa precisa executar uma série de melhorias no trecho.
A informação foi anunciada pelo diretor-presidente da EPR no Núcleo Paraná, Marcos Moreira, em reunião nesta quinta-feira (9) com prefeitos da Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (Amunpar). O representante esteve na sede da entidade em Paranavaí para esclarecer pontos determinantes do contrato que a empresa deverá executar durante o período de concessão.

Foto: Guto Costa
A implementação de um pedágio em Guairaçá já fazia parte do projeto do novo modelo estabelecido pelo Governo do Paraná. Seguindo uma tendência mundial de modernização do estilo de cobrança, a concessionária definiu que a praça vai funcionar com um sistema totalmente eletrônico, no estilo “free flow”.
De acordo com Moreira, o modelo é o indicado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) considerando os inúmeros benefícios que apresenta em relação a sistemas mais antigos. “Ele é muito melhor, especialmente para o setor de transporte, que é muito significativo aqui na região. Veículos comerciais, caminhões, deixam de ter que parar nas praças. Diminui o tempo de deslocamento, aumenta a segurança. Então, todas as praças previstas aqui para a EPR Paraná, no lote 4, serão no modelo eletrônico”, anunciou.

Foto: Guto Costa
Por se tratar de uma cobrança automática, os usuários terão algumas alternativas para realizar o pagamento da tarifa. Caso prefiram manter o processo totalmente eletrônico, os motoristas poderão cadastrar a placa do veículo utilizado diretamente no site ou no aplicativo da EPR Paraná e quitar o débito on-line. O uso das tags de pagamento automático (estilo “Sem Parar”) também é recomendado, uma vez que o pagamento é imediato.
Porém, para quem desejar ou precisar realizar o pagamento de forma física, a concessionária fará a instalação de totens em diversos pontos ao longo do trecho concedido. Comércios e bases operacionais da EPR próximas ao pedágio, por exemplo, podem receber o sistema de pagamento.
O modelo de concessão estabeleceu um desconto para o usuário frequente da rodovia. Assim, quanto mais vezes o usuário passar pelo pedágio, menor a tarifa a ser paga. Também ficou definido que motocicletas ficam isentas de cobrança.
O preço da tarifa de pedágio em Guairaçá ficou estabelecido em R$ 13,70. Antes do leilão de concessão rodoviária, a tarifa-base era de R$ 17,41. Mas o valor foi reduzido pelo desconto de 21,30% oferecido pelo Consórcio Infraestrutura Paraná, o maior entre as concessionárias concorrentes.
Para Moreira, é compreensível que a novidade gere dúvidas na população, mas, segundo o diretor, a empresa vai investir em uma comunicação estratégica para tornar a adesão tranquila. “Nós já temos uma experiência do pedágio eletrônico acontecendo entre Cascavel e Pato Branco, com três praças, [e] está indo muito bem. Os esclarecimentos são feitos em ondas. A gente tem uma primeira onda, do início, como é que as pessoas devem fazer, e depois a gente vai fazendo a cobertura de pontos de dúvida”, garantiu.
Recuperação e manutenção
Antes da instalação da nova praça de pedágio em Guairaçá, a concessionária precisa cumprir uma série de investimentos para recuperação e manutenção do trecho em concessão. Ao vencer o leilão, o Grupo EPR assumiu a responsabilidade de realizar investimentos robustos, que no Noroeste se aproximam da casa de R$ 12 bilhões, entre rodovias federais e estaduais.
Recuperação das pistas, melhora da sinalização e instalação de dispositivos de drenagem estão entre as melhorias pensadas para proporcionar mais segurança e conforto aos usuários. O diretor-presidente da concessionária disse que alguns dos trabalhos já foram iniciados e precisam ser finalizados até o final do primeiro ano de contrato, prazo que coincide com o início do pedágio.
Duplicação da BR-376
Demanda antiga da região, a duplicação da BR-376 entre Paranavaí e Nova Londrina também foi questionada pelos prefeitos da Amunpar. Moreira reiterou que o projeto está previsto no contrato de concessão e estende a duplicação até Diamante do Norte, passando por Loanda.
Os prazos para conclusão das obras foram estabelecidos ainda na fase de edital, antes mesmo do leilão. A previsão é que até o sexto ano de concessão sejam duplicados 46,7 quilômetros, incluindo trechos de Paranavaí e Guairaçá. No sétimo ano, finaliza-se o prazo para duplicação de mais 18,5 quilômetros, desta vez na região de Loanda.
“São obras previstas para o sexto ano de concessão, em média, mas elas passam a acontecer já com as melhorias nos trechos. E quando vierem as grandes obras também virão viadutos, acessos em desnível para os municípios. É um programa bastante expressivo, robusto e que vai acontecer nesses próximos anos.”




