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Terezinha de Nadai é escritora, professora e integrante da Academia de Letras e Artes de Paranavaí – Alap

ALAP

Equívocos

Diante de tua juventude inerte

Percebo os equívocos do caminho…

Calados na violência do ser

Que ora, imóvel, contemplo.

A angústia desatina

Entre lágrimas e suspiros

Brotando de minha alma em desespero

A merejar sobre tua face.

Ah! Sonhos…tão planejados

Com inúmeras promessas…

Agora jaz no lamaçal,

Perdidos e logo serão obscurecidos.

Quisera ter um membro amputado,

A dor seria amena…

Haveria um bálsamo medicamentoso

A trazer o alívio desejado.

Dor que não passa,

Dor que desgasta

Dor que insiste em se fazer presente.

Ante tua face inerte,

Um filme rebobina…

Dias de sorrisos festivos

Abraços molhados de doces e suor.

Cadernos sobre a mesa,

espalhados com lápis de todas as cores.

A mostrar uma caçada a animais ferozes

Ou a um belo jogo de futebol.

Ah…como eu gostaria  

De ouvir novamente os risos e gritos pelo quintal.

A dança na chuva sem coreografia.

As pequenas descobertas diárias…

Mas, o tempo não facilita

Traz à tona o real

Nu e cru diante da retina embaçada,

Sorvendo o cálice amargo da dor suprema.

Ah! Meu senhor…

Te devolvo meu bem mais precioso.

Agradeço a alegria desta companhia

Tão jovial e alegre

Mas que enveredou por caminhos tortuosos

Das facilidades e futilidades.

Peço, meu querido, que ao despertares

Tome tino de tua situação.

Estarei contigo onde estiveres

Pulsando em pensamento ao teu lado.

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