Paranavaí tem dois representantes na seleção brasileira de atletismo que disputará os Jogos Sul-Americanos da Juventude, no Panamá. A atleta do salto em altura Maria Clara Francez, de 16 anos, que carrega uma expectativa grande por medalha, e o treinador Aguinaldo Souza.
A dupla paranavaiense, juntamente com a delegação brasileira embarcaram para o Panamá, na noite do domingo (19). As provas do atletismo começam na quarta-feira (22) e seguem até sexta-feira (24). Maria Clara entra na pista para competir no primeiro dia.
O Diário do Noroeste acompanhou a reta final da preparação da competidora. O técnico falou sobre os treinamentos e a atleta comentou sobre as expectativas na competição.
O professor/Doutor Aguinaldo Souza dos Santos, do Colegiado de Educação Física da Unespar – Campus de Paranavaí – e coordenador e treinador do Projeto de Aprendizagem Científica no Atletismo (Practe Atletismo), explicou que os treinos foram direcionados exclusivamente para esta competição, que é uma categoria acima da idade da Maria Clara.
Apesar da diferença de idade para outras competidoras, Aguinaldo ressaltou que a atleta paranavaiense chega como uma das esperanças de medalhada, pois ela é a atual segunda colocada no rankig sul-americano de salto em altura Sub-18, com a marca de 1,74m. Pelo ranking, a paranavaiense disputa medalha entre as três melhores. “Mas o salto em altura é uma prova muito imprevisível, tudo pode acontecer”, ressalta o treinador.

A principal adversária, segundo Aguinaldo, é uma atleta equatoriana que já saltou 1,78m, mas que recentemente não repetiu o desempenho. “Isso mostra como a prova depende muito do dia. Às vezes o favorito não encaixa os saltos, e quem vem logo atrás pode surpreender”, explica.
O histórico recente da jovem reforça o otimismo. Nos últimos anos Maria Clara acumula títulos importantes: campeã mundial escolar, campeã sul-americana, campeã brasileira em diferentes categorias e medalhista em competições internacionais.
Desafio – A atleta reconhece o desafio, mas demonstra ambição. A principal meta no Panamá é superar a própria marca. “Quero bater minha marca pessoa. Tenho 1,74m e sonho em chegar a 1,80m. Quero me superar e, se possível, conquistar uma medalha”, afirmou.
Mesmo enfrentando adversárias mais velhas, Maria Clara mantém uma mentalidade competitiva. “Se eu cheguei até aqui, é porque tenho chance de ganhar. Eu me cobro bastante”, destaca.



