Neste sábado (25), será realizado na Praça dos Pioneiros, em Paranavaí, mais uma edição das ações do Abril Azul, campanha dedicada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa é promovida pela OAB Paraná, por meio da Comissão em Defesa dos Direitos das Pessoas com Autismo, e contará com uma programação voltada especialmente para crianças e suas famílias das 16h às 20h.
Aberto à comunidade, o evento chega à sua terceira edição com o objetivo de oferecer um espaço de acolhimento, lazer e integração. A proposta vai além da recreação: busca promover a inclusão e reforçar a importância do respeito às diferenças no cotidiano.
De acordo com a presidente da comissão, a advogada Rhawenna Zanella Santana, a iniciativa nasceu de uma experiência pessoal que se transformou em propósito coletivo.
“A ideia surgiu da minha própria vivência como mãe atípica. Durante a pandemia, ao perceber os sinais da minha filha e enfrentar um cenário de pouca informação, preconceito e falta de acolhimento, senti na pele as dificuldades que muitas famílias vivem. Quando me mudei para Paranavaí, em 2022, entendi que precisava transformar essa dor em ação. O ativismo nasceu daí, da necessidade de informar, acolher e lutar por direitos”, afirma.
Segundo ela, o Abril Azul representa uma oportunidade essencial para dar visibilidade ao tema. “Conscientizar é o primeiro passo para gerar respeito e promover mudanças reais na sociedade”, destaca.
A programação contará com atividades recreativas como brinquedos infláveis, pintura, distribuição de balões, pipoca e algodão doce, além de ações educativas, como a entrega de panfletos informativos sobre o autismo. O evento também terá o apoio de parceiros, como o Sesc, e contará com monitores para auxiliar nas atividades.
“O principal objetivo é proporcionar um espaço seguro, acolhedor e inclusivo, onde crianças com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias possam vivenciar momentos de lazer, integração e pertencimento. Mais do que um evento recreativo, é uma ação que reafirma que inclusão não é favor, é direito”, reforça Rhawenna.
A organização destaca que, apesar de ser realizado em espaço público aberto, o evento foi planejado com sensibilidade às necessidades das crianças com TEA, respeitando o tempo de cada participante e priorizando um ambiente mais tranquilo. Crianças com autismo serão identificadas com pulseiras e terão atendimento prioritário nas atividades, conforme previsto em lei.
Para a presidente da comissão, ações práticas como essa têm papel fundamental na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Quando promovemos eventos inclusivos, mostramos à sociedade como a convivência é possível e necessária. Essas ações quebram estigmas, aproximam as pessoas e ensinam, na vivência, sobre respeito às diferenças”, conclui.
A expectativa é de que o evento reúna famílias, profissionais e a comunidade em geral em uma tarde de convivência, informação e, principalmente, inclusão.



