Dignidade menstrual na escola. Esse é o nome de um projeto de extensão universitária que tem como objetivo ampliar o debate sobre as condições de cuidados com as meninas dentro das instituições de ensino. O lançamento será nesta segunda-feira (25), às 16h30, no auditório da Unifatecie, na BR-376, com entrada gratuita.
Em recente entrevista ao Diário do Noroeste, a juíza Maria de Lourdes Araújo, uma das idealizadoras do projeto, destacou que meninas e mulheres deixam de frequentar o ambiente escolar 45 dias ao ano por questões ligadas à dignidade menstrual. Considerando os 220 dias letivos, a ausência representa aproximadamente 20% do tempo total.
Maria de Lourdes defende que essa discussão chegue a todas as instâncias da sociedade e repercuta de forma positiva, a ponto de motivar a consolidação de políticas públicas. Uma das preocupações é o acesso de meninas e mulheres a itens de higiene pessoal, especialmente as que vivem em condição de vulnerabilidade socioeconômica.
A juíza defende a perenidade do projeto. A ideia é que as informações sejam levadas a meninas e meninos do oitavo ano do ensino fundamental, e essa proposta já conta com resposta positiva do Núcleo Regional de Educação de Paranavaí, que inclui mais de 20 municípios do Noroeste do Paraná, totalizando 44 escolas e cerca de 3.000 adolescentes.
A iniciativa reúne entidades e instituições que atuam em áreas como educação, saúde e garantia de direitos. Além do Poder Judiciário e da Unifatecie, o projeto conta com apoio do Instituto Federal do Paraná (IFPR), da Defensoria Pública do Paraná e do coletivo Antígona – um grupo formado por mais de 230 juízas paranaenses, cuja principal bandeira é a equidade de gênero.



